Crédito à habitação e bolsas de estudo em destaque nas notícias

As notícias de hoje em Portugal estão marcadas por importantes desenvolvimentos nas áreas do crédito à habitação e das bolsas de estudo. O Banco de Portugal anunciou uma nova medida que poderá ter um impacto significativo na concessão de crédito à habitação, enquanto o Governo prepara uma reforma nas bolsas de estudo para o ensino superior.

Em relação ao crédito à habitação, a descida da taxa de esforço máxima para 45% deverá resultar numa redução de 10% a 15% na concessão de novos empréstimos. Esta decisão surge num contexto em que a procura por crédito à habitação aumentou devido à descida das taxas de juro e ao apoio estatal para a compra da primeira casa. Até ao final do primeiro trimestre, foram utilizados 905 milhões de euros da garantia pública, com mais de 32 mil contratos assinados, totalizando 6,5 mil milhões de euros. Esta medida visa reforçar a segurança do sistema financeiro e proteger os consumidores.

Por outro lado, o valor médio das bolsas de estudo para o ensino superior vai aumentar para 2.660 euros, um incremento significativo em relação aos 1.734 euros do sistema atual. Esta reforma, que será implementada no ano letivo de 2026/2027, representa um investimento adicional de quase 80 milhões de euros, passando o total de 144 para 220 milhões de euros. O novo modelo de apoio terá em conta o custo médio de estudar em cada concelho, incluindo despesas com propinas, alimentação, transporte e alojamento.

Além disso, a execução do programa 1.º Direito revela que, dos 18.778 fogos concluídos, apenas 2.401 foram entregues a famílias, representando pouco mais de 12%. Esta discrepância resulta de uma nova forma de contabilização das metas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que agora distingue entre casas “concluídas” e “entregues”. A maior parte das habitações entregues refere-se à reabilitação de imóveis existentes, o que levanta questões sobre a eficácia do programa em aumentar o parque habitacional público.

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Em termos de consumo, a subida dos preços levou 46,7% dos portugueses a cortar gastos na alimentação, tornando-se esta a principal área de ajuste. Os consumidores também estão a reduzir despesas em restaurantes, produtos culturais e viagens não essenciais. Quase 80% dos inquiridos defendem novas medidas do Governo, refletindo um sentimento de insatisfação com a situação económica atual.

Por fim, a emissão de atestados médicos para a carta de condução através de teleconsultas tem vindo a crescer, com plataformas a oferecerem consultas rápidas. No entanto, a Ordem dos Médicos critica este modelo, defendendo que as avaliações devem ser realizadas presencialmente para garantir a qualidade clínica.

Leia também: as implicações das novas medidas de apoio ao crédito à habitação.

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Fonte: ECO

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