A Meo, operadora de telecomunicações, iniciou 2026 com desafios significativos que impactaram as suas contas. O aumento dos custos e a concorrência acentuada no setor levaram a uma redução da receita média por cliente. Além disso, a empresa sentiu os efeitos da depressão Kristin, que também contribuiu para a pressão financeira. No primeiro trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) da Meo caiu 7,3%, fixando-se em 226 milhões de euros. As receitas, por sua vez, cresceram apenas 0,9%, totalizando 703 milhões de euros.
Ana Figueiredo, CEO da Meo, referiu que a empresa está a passar por um “ciclo de transformação estrutural profundo”, com o objetivo de se tornar uma plataforma integrada de serviços digitais. Apesar das dificuldades, Figueiredo destacou que a diversificação do modelo de negócios e a capacidade de captar novas fontes de valor foram cruciais para o crescimento das receitas. O aumento de 1,7% nas receitas de consumo, impulsionado pelo setor de energia, ajudou a mitigar a pressão sobre a receita média por cliente.
A Meo continua a ver um crescimento na sua base de clientes, com 4,5 milhões de serviços fixos ativos e um aumento de 4,3% na base de clientes pós-paga. O setor de energia também se destaca, com um crescimento de quase 42% nas receitas associadas ao Meo Energia, que agora serve 236 mil famílias. Esta evolução é resultado de uma estratégia comercial robusta, que inclui planos tarifários inovadores e ofertas integradas.
No entanto, as receitas dos serviços empresariais mantiveram-se inalteradas em 323 milhões de euros, embora a empresa tenha notado que, sem os impactos negativos da Altice Labs e da subcontratação da rede móvel, as receitas teriam crescido 3,4%. A Meo investiu 106 milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior, focando na modernização das suas redes e infraestruturas.
Em suma, a Meo enfrenta um cenário desafiador, mas a sua estratégia de diversificação e inovação poderá ser a chave para um futuro mais sustentável. Leia também: “O impacto da concorrência no setor das telecomunicações em Portugal”.
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Fonte: ECO





