O Governo português manifestou, esta quinta-feira, o seu apoio à proposta italiana que visa a imposição de sanções da União Europeia ao ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir. Esta decisão surge na sequência do tratamento dado aos ativistas da flotilha Global Sumud, que tentavam chegar à Faixa de Gaza.
Em declarações à Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sublinhou que Portugal já tinha defendido anteriormente em Bruxelas a necessidade de sancionar não apenas Ben Gvir, mas também Bezalel Smotrich, o ministro das Finanças, ambos associados a uma agenda política de extrema-direita. Rangel afirmou que “a UE tem tomado medidas contra colonos violentos e é importante que haja uma coerência nas sanções”.
O ministro referiu ainda que, embora não houvesse consenso anteriormente, a nova proposta de Itália para sanções a Ben Gvir é um passo positivo e Portugal está pronto para apoiar. Além disso, o país também se mostrou favorável à suspensão parcial do acordo de associação entre a UE e Israel, uma posição que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já tinha admitido.
Montenegro destacou que Portugal já há muito tempo defende a suspensão parcial do acordo, e que, embora tenha estado disposto a considerar uma suspensão total, a falta de consenso levou a que se optasse por uma abordagem mais moderada. “Deveria haver, pelo menos, uma suspensão parcial na parte comercial do acordo”, afirmou.
A situação em torno da flotilha Global Sumud intensificou-se quando as Forças Armadas de Israel interceptaram, entre segunda e terça-feira, cerca de 50 barcos em águas internacionais, onde se encontravam aproximadamente 430 ativistas. As autoridades israelitas anunciaram que os ativistas começaram a ser deportados na quinta-feira.
Em resposta a esta situação, o Governo português convocou o embaixador israelita em Lisboa para expressar o seu descontentamento pela detenção de dois médicos portugueses que integravam a flotilha. Esta detenção, realizada em águas internacionais, é considerada uma violação do Direito Internacional.
A polémica em torno de Ben Gvir aumentou ainda mais devido a imagens que mostram o ministro a humilhar ativistas, o que gerou protestos em várias capitais europeias. A União Europeia classificou o tratamento dado aos ativistas da flotilha como “completamente inaceitável”.
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Fonte: ECO





