A Câmara Municipal de Lisboa irá discutir na próxima sexta-feira a demolição do antigo Cinema Paris, localizado na freguesia da Estrela. O edifício, que se encontra “em avançado estado de degradação”, dará lugar a um novo projeto habitacional que prevê a construção de 19 fogos.
A proposta, apresentada pelo vereador do Urbanismo, Vasco Moreira Rato, será debatida na reunião privada do executivo municipal. O Cinema Paris, inaugurado em 1931 na Rua Domingos Sequeira, encerrou as suas portas em 1985 e está desocupado há mais de quatro décadas. A demolição do Cinema Paris é justificada pelos pareceres de várias entidades competentes, incluindo a Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), que em 2019 já tinha dado parecer favorável à desafetação do uso do edifício.
A Sociedade Geral de Cinemas, proprietária do imóvel, apresentou em 2017 um pedido de informação prévia sobre a viabilidade da obra. O novo edifício terá uma área de implantação de 668,92 m2 e uma área total de construção de 5.723,32 m2, distribuídos por sete pisos acima da cota de soleira e três pisos abaixo. O projeto inclui uma fração comercial e prevê um total de 19 fogos de habitação, além de 37 lugares de estacionamento nas caves.
O logradouro do novo edifício terá 421,72 m2, respeitando as normas sobre a superfície vegetal ponderada, incluindo uma área de 274,12 m2 de solo orgânico. O vereador do Urbanismo destacou que não haverá cedências de áreas para espaços verdes ou equipamentos de utilização coletiva, o que implica que o promotor da obra terá de pagar compensações urbanísticas.
Vasco Moreira Rato também referiu que a não cedência de áreas para habitação pública ou arrendamento acessível é uma questão que deve ser considerada, mas que, devido ao início do processo em 2017, a integração dessas áreas é “incompatível” com o atual grau de estabilização do projeto.
O executivo municipal, que é liderado por uma coligação de PSD, CDS-PP e IL, irá emitir uma “informação prévia favorável” à viabilidade da obra, condicionada ao cumprimento de pareceres, incluindo um da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT), que se debruça sobre o tratamento da empena cega a sul e sobre o acompanhamento arqueológico necessário.
Além da demolição do Cinema Paris, a reunião de sexta-feira também incluirá a apreciação de uma proposta para a reabilitação da Tapada das Necessidades. O projeto será executado pela empresa municipal SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana, que receberá um investimento de 4,82 milhões de euros até 2030 para ações prioritárias, incluindo a recuperação do muro periférico.
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Fonte: ECO





