Moratórias de mau tempo salvaguardam mil milhões em empréstimos

As moratórias de crédito implementadas devido ao mau tempo que afetou várias regiões de Portugal no início deste ano protegeram mais de mil milhões de euros em empréstimos, tanto para empresas como para famílias. De acordo com dados divulgados pelo Banco de Portugal, entre 28 de janeiro e 28 de abril, 1.243 empresas aderiram a esta medida, totalizando 651,8 milhões de euros em crédito. Para os particulares, foram 5.613 os que beneficiaram, com empréstimos que somam 411,3 milhões de euros. Vale a pena notar que a moratória foi prolongada por mais um ano, terminando agora em abril de 2027.

A situação de calamidade foi declarada em 90 concelhos, especialmente nas regiões do Centro e do Vale do Tejo, após a tempestade Kristin, que causou danos significativos. O Governo, em resposta, aprovou apoios para as famílias e empresas afetadas, com prejuízos estimados em mais de 5,3 mil milhões de euros.

O Banco de Portugal revelou que, entre os particulares que beneficiaram das moratórias, 95,1% do montante em moratória correspondeu a crédito à habitação. Nos municípios afetados, o crédito em moratória representou 1,5% do total de crédito à habitação elegível. Este dado é crucial para entender o impacto da medida na proteção das famílias.

Relativamente às empresas, 92,8% do montante em moratória foi direcionado a micro, pequenas e médias empresas, enquanto as grandes empresas representaram apenas 7,2%. As moratórias foram especificamente destinadas a empresas com sede ou atividade económica nas áreas afetadas pela calamidade. As indústrias transformadoras destacaram-se, com 262,9 milhões de euros de crédito abrangido, o que representa cerca de 40% do total em moratória.

Estas moratórias têm um papel fundamental na mitigação dos efeitos económicos negativos provocados por desastres naturais, oferecendo um alívio temporário a quem mais precisa. A extensão da medida por mais um ano é um sinal claro da preocupação do Governo em apoiar a recuperação das regiões afetadas.

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Fonte: ECO

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