O ministro da Defesa, Nuno Melo, anunciou que o novo mecanismo criado pelo Governo para fiscalizar os investimentos em Defesa será “o mais eficaz e transparente” da história da democracia em Portugal. Esta afirmação foi feita durante as comemorações do Dia da Marinha, que tiveram lugar em Setúbal.
Na passada quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou uma estrutura de missão responsável pela gestão dos empréstimos do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE), que totaliza 5,8 mil milhões de euros para a Defesa. Além disso, foi criada uma comissão independente que irá acompanhar a aplicação dos investimentos na área. O ministro sublinhou a importância da transparência, afirmando que “cada português deve saber como são utilizados os recursos públicos, com seriedade e sem nada escondido”.
Nuno Melo destacou que este novo sistema de fiscalização é “o mais ostensivo, o mais eficaz e o mais transparente” já implementado, envolvendo várias entidades, como a Direção-Geral de Finanças, a Procuradoria-Geral da República e o Tribunal de Contas, além de deputados que poderão acompanhar o processo. “Vistoriem, vejam à lupa tudo para que nenhuma dúvida reste”, apelou o ministro.
Durante a sua intervenção, o ministro também anunciou que uma parte significativa deste investimento será destinada à aquisição de fragatas de nova geração. Segundo Nuno Melo, “as novas fragatas representarão um salto verdadeiramente transformador”, assegurando que Portugal terá capacidades navais modernas e credíveis, essenciais para enfrentar conflitos de alta intensidade.
O ministro enfatizou que o controlo dos mares não se resume a investir em drones. “Este mar é uma obrigação permanente de guarda e exercício de soberania”, afirmou, defendendo uma Marinha equilibrada que combine meios convencionais e plataformas não convencionais, aptas para operar em diversas situações, incluindo assistência humanitária e evacuações.
Nuno Melo também lembrou que até 2030 a Marinha receberá doze novos navios e que está previsto “o maior investimento dos últimos 50 anos no Arsenal do Alfeite”, abrangendo dragagens, equipamentos, infraestruturas e formação de pessoal. “Este ciclo é uma oportunidade histórica que nos permitirá apostar na Marinha”, concluiu.
Num contexto global cada vez mais perigoso e imprevisível, o ministro sublinhou a centralidade do poder naval. “A posição geográfica de Portugal confere-nos uma vantagem, mas também uma responsabilidade geoestratégica”, afirmou, destacando a importância das zonas económicas exclusivas do país.
Para terminar, Nuno Melo fez um apelo aos jovens para que se juntem à Marinha, onde poderão encontrar “exigência, mas também propósito e liberdade”. “Troquem a espuma dos dias pela espuma do mar”, incentivou, sublinhando a riqueza da experiência de vida que a Marinha pode proporcionar.
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Fonte: ECO





