Direito de remição: Como funciona e quem pode exercê-lo

O direito de remição é uma ferramenta importante para proteger o património familiar em situações de incumprimento financeiro. Quando uma pessoa não consegue cumprir as suas obrigações, os seus bens podem ser penhorados e vendidos em processo de execução. O direito de remição permite que os familiares do executado recuperem esses bens, evitando que passem para mãos de terceiros.

O processo de execução pode ser desencadeado por dívidas ao Fisco, à Segurança Social ou a instituições financeiras. Nesse contexto, os bens do devedor são penhorados e vendidos para que o credor possa recuperar o montante em dívida. A venda pode ocorrer de várias formas, incluindo propostas em carta fechada, mercados regulamentados, vendas diretas ou leilões.

O agente de execução é responsável por decidir a modalidade de venda, o valor base e a formação de lotes de bens. Para bens imóveis, o valor base corresponde ao maior entre o Valor Patrimonial Tributário (VPT) e o valor de mercado. Nos restantes bens, aplica-se apenas o valor de mercado. Contudo, quem compra bens penhorados pode não ficar com eles, uma vez que a família do executado pode exercer o direito de remição.

O direito de remição permite que os familiares do executado igualem o valor pelo qual os bens foram vendidos, mantendo-os assim no património familiar. Podem exercer este direito, na seguinte ordem: o cônjuge não separado judicialmente, os descendentes e os ascendentes. Para tal, é necessário comprovar a ligação familiar através de documentos como certidões de casamento ou de nascimento.

Os prazos para exercer o direito de remição variam consoante a modalidade de venda. Em vendas por carta fechada, o familiar pode exercer o direito até à emissão do título de transmissão dos bens. Nas outras modalidades, o prazo é até ao momento da entrega dos bens ou da assinatura do documento que formaliza a venda. É importante notar que, no ato de abertura de propostas em carta fechada, os familiares podem já exercer o direito de remição, devendo apresentar um cheque visado ou uma garantia bancária.

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No que diz respeito às heranças, a questão do direito de remição após a morte do executado tem gerado divergências nos tribunais. Alguns acórdãos negaram aos herdeiros o direito de remir, considerando que herdaram a posição do executado. No entanto, uma decisão mais recente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) afirma que os herdeiros podem continuar a exercer este direito, uma vez que as dívidas dos executados não são consideradas dívidas próprias dos herdeiros.

Em suma, o direito de remição é uma salvaguarda importante para as famílias que enfrentam dificuldades financeiras. É fundamental que os familiares conheçam os seus direitos e as condições para exercer este mecanismo, garantindo assim a proteção do património familiar.

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Fonte: Doutor Finanças

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