A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, reconheceu que a crise internacional relacionada com o jet fuel pode ter repercussões no turismo em Portugal. Durante a Cimeira do Leite, que decorreu no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, a governante afirmou que, embora o abastecimento nacional esteja garantido, a situação global pode afetar a chegada de turistas ao país.
“Não vamos ser nós a causar problemas, mas podemos ser afetados por crises que ocorram em outras partes do mundo”, disse Maria da Graça Carvalho. A ministra sublinhou que a situação não se limita apenas aos voos que partem de Portugal, mas também inclui as companhias aéreas que operam voos para o país. “Se houver dificuldades em países como o Reino Unido, isso poderá ter um impacto direto no nosso turismo”, alertou.
Além disso, a ministra destacou que uma crise global pode resultar em aumentos de preços e dificuldades operacionais no setor da aviação. “Numa crise global, seremos sempre afetados pelo preço do jet fuel e pelas dificuldades de abastecimento”, acrescentou.
Apesar das preocupações, Maria da Graça Carvalho procurou tranquilizar a população, assegurando que Portugal está a reforçar os contactos com fornecedores internacionais para garantir o abastecimento de jet fuel. “Não antevemos problemas no nosso abastecimento”, garantiu. O país tem diversificado as suas fontes de energia, importando gás e petróleo principalmente da Argélia, Nigéria, Brasil e Estados Unidos.
A ministra também informou que a refinaria da Galp é responsável por cerca de 80% da produção nacional de jet fuel, enquanto os restantes 20% são assegurados por fornecedores externos habituais. “Estamos a intensificar os contactos com esses fornecedores para garantir que não haverá escassez”, disse.
Maria da Graça Carvalho expressou confiança nos parceiros internacionais de Portugal, afirmando que os fornecedores como os Estados Unidos, Brasil, Argélia e Nigéria têm sido fiáveis. “Estamos confiantes de que a nossa relação com eles continuará a ser sólida”, afirmou.
Questionada sobre a situação da TAP, que terá apenas 47% das suas necessidades de combustível cobertas para 2026, a ministra afastou riscos imediatos para o país. “A nível nacional, não antevemos problemas. Contudo, a nível global, poderemos ser afetados se outros países não conseguirem o abastecimento necessário”, reiterou.
Por fim, a ministra destacou a proteção que Portugal tem no setor elétrico devido à elevada participação de energias renováveis. “A nossa produção de eletricidade é cerca de 80% proveniente de fontes renováveis, o que nos torna menos dependentes do gás”, concluiu.
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jet fuel Nota: análise relacionada com jet fuel.
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Fonte: ECO





