A Mota-Engil, em parceria com a Odebrecht, apresentou uma proposta para a concessão rodoviária conhecida como Rota dos Sertões, no Brasil. Este leilão está agendado para quinta-feira, dia 28 de maio, conforme noticiado pela CNN Brasil e pelo Jornal de Negócios. Além do consórcio da Mota-Engil, outros dois agrupamentos estão na disputa por este trecho de 502 quilómetros que liga a Bahia a Pernambuco.
A concessão terá uma duração de 30 anos e prevê investimentos na ordem de 755 milhões de euros, o que equivale a cerca de 4,41 mil milhões de reais. Os investimentos visam a recuperação do pavimento, a ampliação da capacidade e a modernização operacional da rodovia. Este projeto é uma oportunidade significativa para a Mota-Engil, que continua a expandir a sua presença no setor de concessões rodoviárias.
A Odebrecht, agora conhecida como Novonor, regressa assim aos leilões de concessões federais de rodovias. A empresa procura revitalizar a sua atuação no setor, após ter vendido os seus ativos rodoviários em consequência da Operação Lava Jato. A presença da Odebrecht no consórcio com a Mota-Engil, através da Nova Infra Invest, é um passo importante para a recuperação da empresa.
As outras propostas para a concessão rodoviária foram apresentadas por um agrupamento liderado pela Yvy Capital, uma gestora criada em 2023 por Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, e Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES. O consórcio dos grupos Aspen e DMDL, que atuam nos setores de engenharia e infraestruturas, também está na corrida, embora ainda não tenham experiência em concessões rodoviárias.
No âmbito da concessão, estão previstas várias obras, incluindo 108 quilómetros de duplicações de vias, a construção de faixas adicionais, passagens pedonais, áreas de paragem e descanso, e uma variante rodoviária. O vencedor do leilão será responsável não apenas pela construção, mas também pelos serviços de operação, manutenção e recuperação da rodovia.
O critério para a seleção do vencedor será o menor valor da tarifa de portagem, que estará associado a contribuições financeiras com base no desconto apresentado. Este modelo visa garantir que a concessão rodoviária seja não apenas viável financeiramente, mas também acessível para os utilizadores.
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Fonte: ECO





