O diretor do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, Rui Alves, abordou esta quinta-feira os desafios enfrentados no controlo de fronteiras na infraestrutura do Norte de Portugal. Durante a IPDT Tourism Conference 2025, realizada na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, Alves enfatizou que “chega de atirar responsabilidades uns para os outros” e que é necessário encontrar soluções para os problemas existentes.
Rui Alves reconheceu que Portugal não tem respondido de forma eficaz à situação atual, que tem gerado longas filas e tempos de espera nos aeroportos, especialmente em Lisboa, Porto e Faro. O novo sistema europeu de controlo de fronteiras, que substituiu os carimbos tradicionais por registos digitais e recolha de dados biométricos, aplica-se apenas a cidadãos extracomunitários, que representam cerca de 20% dos passageiros que chegam ao aeroporto portuense.
O diretor do aeroporto sublinhou que a situação não é exclusiva de Portugal. Vários aeroportos europeus também enfrentam dificuldades semelhantes, com tempos de espera que podem ultrapassar as três horas e meia. Na semana passada, Rui Alves reuniu-se com representantes de outros aeroportos europeus, que expressaram queixas semelhantes sobre o controlo de fronteiras.
O secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, também comentou a situação, afirmando que os longos tempos de espera “não são um problema exclusivo de Portugal”, mas uma questão que afeta toda a Europa. Este comentário surge em resposta às críticas da Comissão Europeia, que nega que o novo sistema seja a causa das filas.
Apesar das dificuldades, o governante garantiu que o Executivo está a trabalhar para minimizar os impactos nos aeroportos portugueses e que não está satisfeito com a situação atual. A vontade política para resolver os problemas no controlo de fronteiras é evidente, mas é necessário agir rapidamente para evitar que a situação se agrave ainda mais.
Leia também: Atrasos nos aeroportos: um desafio europeu.
controlo de fronteiras Nota: análise relacionada com controlo de fronteiras.
Leia também: Aumento de 142% na procura por limpeza de terrenos em Portugal
Fonte: ECO





