Escassez de petróleo este verão se Ormuz não normalizar

A Agência Internacional de Energia (AIE), a Organização Mundial do Comércio (OMS), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial emitiram um alerta sobre uma possível escassez de petróleo este verão. O aviso surge em resposta às tensões no Estreito de Ormuz, onde o tráfego marítimo não se normalizou.

Numa declaração conjunta, os líderes destas instituições, incluindo Fatih Birol, Ngozi Okonjo-Iweala, Kristalina Georgieva e Ajay Banga, destacaram que os stocks globais de petróleo estão a diminuir a um ritmo alarmante. Esta situação é consequência da significativa perda de carregamentos que transitam pelo Estreito de Ormuz, um ponto crítico para o transporte de petróleo e gás.

“Os stocks globais de petróleo diminuem a um ritmo recorde devido às perdas de oferta no Estreito de Ormuz. Se o fluxo de navios não retornar ao normal, a contínua e rápida diminuição dos stocks antes do pico da procura de verão no Hemisfério Norte representa um risco acrescido para a segurança do abastecimento de combustível e para a economia em geral”, afirmaram os líderes após uma reunião realizada recentemente.

A guerra no Médio Oriente tem gerado impactos significativos no fornecimento de energia, na segurança alimentar e na atividade económica em várias regiões. Apesar da resiliência da economia global, os efeitos do conflito têm sido desproporcionais para os países mais vulneráveis, que enfrentam um aumento nos preços dos combustíveis e dos fertilizantes. “O aumento dos preços dos fertilizantes é particularmente preocupante, dado que muitos países estão a entrar na época das sementeiras”, alertaram as instituições.

O Estreito de Ormuz, essencial para o transporte global de petróleo, tem sido utilizado pelo Irão como uma ferramenta de pressão em resposta às ações militares dos Estados Unidos e de Israel. O Irão não só anunciou o encerramento do Estreito, como também atacou instalações petrolíferas em países vizinhos, como o Koweit e os Emirados Árabes Unidos, o que tem repercussões diretas no fornecimento de energia a nível mundial.

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A situação é crítica, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a considerar um acordo com o Irão que poderia incluir a reabertura do Estreito de Ormuz e a limitação do programa nuclear iraniano. Com a contagem decrescente para uma possível escassez de petróleo, o mundo enfrenta um cenário de crise energética que poderá agravar-se se a guerra não chegar ao fim.

Leia também: O impacto da guerra no Médio Oriente na economia global.

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Fonte: Sapo

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