O divórcio é uma das fases mais desafiadoras na vida financeira de uma família. Além do impacto emocional, surgem decisões práticas que não podem ser adiadas, como o destino da casa e a gestão do crédito habitação. Em 2024, Portugal registou mais de 15 mil divórcios, o que representa cerca de 43 divórcios por cada 100 casamentos. Quando existe uma casa comprada em conjunto, é essencial decidir sobre o futuro do crédito habitação, um processo que envolve burocracia e negociações com o banco.
É importante esclarecer que a partilha de bens não altera automaticamente o contrato de crédito. Mesmo que se defina quem fica com a casa, o banco pode continuar a exigir o pagamento das prestações a ambos os titulares até que a alteração contratual seja formalizada.
Para quem decide manter o imóvel, o primeiro passo é avaliar se é viável assumir o crédito habitação de forma individual. É necessário analisar se o rendimento disponível, agora reduzido a um único titular, permite cumprir com as prestações mensais sem comprometer o orçamento familiar.
O processo começa com o contacto ao banco para solicitar a exoneração do ex-cônjuge do contrato. A lei protege quem fica com a casa, pois os bancos não podem agravar o spread se a taxa de esforço do agregado familiar for inferior a 55%, ou a 60% se houver dependentes.
Caso o banco não apresente as melhores condições, a transferência de crédito habitação pode ser uma solução viável. Esta opção permite rever a taxa de juro e o prazo do empréstimo, ajustar os encargos com seguros e negociar condições mais competitivas com outra entidade bancária, além de formalizar a desvinculação do ex-cônjuge do crédito.
Cada situação é única e requer uma análise personalizada. A decisão de ficar com a casa deve considerar não apenas a prestação do crédito, mas também os seguros e os encargos adicionais. Aqui, o Doutor Finanças pode ajudar a encontrar a melhor solução.
Para quem sai de casa após o divórcio, a prioridade é encontrar um novo espaço para viver, muitas vezes com filhos e com um orçamento mais restrito. Comprar uma nova casa pode parecer complicado, mas com um bom planeamento é possível. É fundamental entender quanto se pode pedir de financiamento e garantir que a prestação se encaixa no novo orçamento.
Um crédito pré-aprovado pode facilitar muito o processo. É comum o receio de que o crédito habitação seja recusado devido ao histórico do divórcio ou à taxa de esforço. Uma análise prévia do perfil financeiro e uma pré-aprovação de crédito podem fazer a diferença entre avançar com confiança ou ficar paralisado pela incerteza.
Além disso, não se deve esquecer dos seguros, que representam uma parte significativa do custo total do crédito habitação e devem ser analisados em conjunto com as condições do empréstimo.
O divórcio é um momento em que as decisões financeiras se entrelaçam com uma carga emocional intensa. Por isso, ter apoio especializado pode tornar o processo mais simples e menos stressante. No Doutor Finanças, ajudamos tanto quem fica com a casa quanto quem precisa de comprar um novo imóvel.
Acompanhamos todo o processo, avaliando a situação financeira, analisando as condições do crédito atual e negociando com bancos e seguradoras para encontrar as melhores opções. Este apoio, totalmente gratuito, permite tomar decisões mais informadas e seguras.
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Fonte: Doutor Finanças





