O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter chamado “doido” ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, durante uma conversa telefónica tensa. A crítica surgiu em resposta aos ataques de Israel ao Hezbollah no Líbano, que, segundo Trump, estavam a prejudicar as negociações com o Irão.
Na entrevista divulgada recentemente, Trump destacou que, apesar das divergências, a relação entre ele e Netanyahu permanece forte, dado que ambos são líderes em tempos de conflito. “Trabalhamos muito bem juntos. Gosto muito do Bibi. E trabalho muito bem com ele”, afirmou Trump em um podcast do The New York Post.
Netanyahu, por sua vez, respondeu a estas críticas numa entrevista ao canal CNBC, onde reconheceu que existem “divergências táticas” entre os dois, mas que partilham “objetivos em comum”. O primeiro-ministro israelita enfatizou o respeito mútuo que existe entre eles e a capacidade de resolver as suas diferenças.
A situação foi reportada pelo jornal digital Axios, que revelou que Trump expressou a sua frustração com Netanyahu devido à ofensiva militar em curso no Líbano. Durante a chamada, Trump utilizou uma linguagem forte, afirmando que Netanyahu estaria “doido” e que, sem a sua intervenção, o primeiro-ministro estaria “na cadeia”. “Estou a salvar-te o coiro. Agora toda a gente te odeia. Toda a gente odeia Israel por causa disto”, disse Trump, de acordo com fontes anónimas citadas pelo Axios.
A conversa ocorreu no mesmo dia em que Trump anunciou ter obtido garantias de uma trégua entre Netanyahu e o Hezbollah. No entanto, a escalada militar no Líbano levou o Irão a suspender as conversações de paz com Washington, que estão interligadas ao conflito entre Israel e o Hezbollah. Nos últimos meses, as hostilidades entre Hezbollah e Israel intensificaram-se, com ataques aéreos e confrontos terrestres, apesar de um cessar-fogo em vigor desde abril.
A trégua acordada entre Israel e o Governo libanês em Washington não é reconhecida pelo Hezbollah, que tem estado envolvido na nova guerra na região. O Líbano, por sua vez, tem sido arrastado para o conflito, especialmente após o reatamento dos ataques aéreos contra Israel.
Trump, ao ser questionado sobre um possível calendário para a resolução do conflito com o Irão, manteve-se evasivo, sugerindo que o Estreito de Ormuz poderia permanecer bloqueado por algum tempo. “Acho que poderia ser, mas é improvável. Acho que isso se vai resolver rapidamente”, disse o Presidente.
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Fonte: ECO





