Governo aprova nova estratégia de segurança rodoviária em Portugal

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) expressou hoje a sua satisfação pela aprovação da nova estratégia nacional de segurança rodoviária, que considera um “marco histórico” e a concretização de um objetivo há muito desejado. O presidente da ANSR, Pedro Clemente, destacou que a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária é a “materialização de uma visão de futuro” que se alinha com as melhores práticas internacionais e os compromissos assumidos a nível europeu e global.

Na quarta-feira, o Governo deu luz verde à Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030, que tem como ambição reduzir em 50% as mortes e feridos graves nas estradas portuguesas até 2030, com o objetivo final de alcançar zero mortos e feridos graves até 2050. Este documento, que aguardava aprovação desde 2021, será agora submetido a consulta pública.

A ANSR elogiou especialmente o foco na diminuição do número de vítimas fatais e feridos graves, lembrando que, apesar dos avanços nas últimas décadas, a sinistralidade rodoviária continua a ter um elevado custo humano, social e económico. Dados provisórios da ANSR revelam que, desde o início do ano, ocorreram 63.493 acidentes rodoviários, resultando em 210 mortos, 1.037 feridos graves e 16.907 feridos ligeiros. Comparando com o mesmo período de 2025, registaram-se mais 5.612 acidentes, 54 mortos a mais e 27 feridos graves adicionais, enquanto o número de feridos ligeiros diminuiu em 553.

A ANSR sublinhou que a Visão Zero 2030 é mais do que um simples documento estratégico; é um compromisso nacional com a proteção da vida humana. A entidade defende que, apesar da inevitabilidade do erro humano, o sistema rodoviário deve ser projetado e gerido de forma a minimizar as consequências fatais desses erros.

De acordo com uma nota do Ministério da Administração Interna (MAI), a aprovação da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030 é uma das principais medidas do programa do Governo em matéria de segurança, alinhando-se com a política europeia sobre segurança rodoviária. O MAI esclareceu que o documento se baseia em cinco pilares: “utilizadores seguros”, “infraestruturas seguras”, “veículos seguros”, “velocidades seguras” e “resposta pós-acidente”, estabelecendo metas mais claras e mensuráveis.

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Fonte: Sapo

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