Sánchez defende integridade do PSOE em meio a escândalos de corrupção

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, reafirmou esta sexta-feira a integridade do seu governo e do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), sublinhando que “a corrupção é de uns poucos”. Esta declaração surge num contexto em que antigos dirigentes do partido estão a ser investigados por casos de corrupção, incluindo um ex-ministro.

Recentemente, surgiram novas suspeitas sobre a existência de uma célula dentro do PSOE que teria tentado interferir nas investigações judiciais. Entre os envolvidos estão o irmão e a mulher de Sánchez, que estão a ser investigados por alegado tráfico de influências. O caso que está a gerar mais atenção é o “caso Leire Díez”, que envolve uma antiga militante do PSOE. Este caso, conhecido há um ano, ganhou novos contornos com buscas realizadas na sede nacional do partido e a divulgação do sumário do juiz de instrução.

A justiça suspeita que Leire Díez, em colaboração com um ex-dirigente do PSOE, Santos Cerdán, tentou interferir em processos judiciais. Segundo informações, Leire Díez reuniu-se com a diretora da Guarda Civil para discutir questões relacionadas com as investigações. Após a divulgação de informações na imprensa, Pedro Sánchez expressou a sua preocupação e indignação, garantindo que nunca teve conhecimento das ações da ex-militante e que não as teria tolerado.

Sánchez enfatizou que o nome do PSOE foi utilizado por Leire Díez para fins pessoais, o que não condiz com os valores do partido. O líder socialista anunciou que a equipa jurídica do PSOE está a preparar uma queixa na justiça. Além disso, manifestou confiança na diretora da Guarda Civil, que admitiu ter-se reunido com Leire Díez em várias ocasiões, mas negou ter acedido a pedidos relacionados com investigações judiciais.

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A atual agenda política em Espanha está a ser marcada por diversos processos judiciais que envolvem familiares de Sánchez e ex-dirigentes do PSOE. Esta situação tem gerado pressão para a antecipação das eleições legislativas, previstas para 2027. Contudo, Sánchez tem reiterado que a legislatura irá até ao fim, uma vez que, em Espanha, a dissolução do parlamento e a convocação de eleições são competências do Conselho de Ministros.

O Partido Popular (PP), a principal força da oposição, tem tentado, sem sucesso, reunir apoio para uma moção de censura contra o governo. Embora alguns partidos que sustentam o governo defendam a antecipação de eleições, recusam-se a apoiar uma moção de censura liderada pelo PP, temendo a aliança com a extrema-direita do Vox.

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Fonte: ECO

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