Israel confirmou hoje que, num ataque no sul do Líbano, matou por engano três militares libaneses, incluindo dois oficiais e um soldado. O ataque tinha como alvo um veículo que, segundo o exército israelita, estava a movimentar-se de forma suspeita nas proximidades da localidade de Tebnit.
Em comunicado, as forças armadas israelitas descreveram a área como uma “zona de combate ativa”, onde existiam indícios de atividades do Hezbollah, um grupo xiita apoiado pelo Irão. O exército israelita afirmou que o ataque foi desencadeado após a identificação do veículo, considerando que havia uma “ameaça concreta” para as suas tropas destacadas na região.
O comando do exército libanês reagiu rapidamente, denunciando o que qualificou de “agressão israelita bárbara”. No seu comunicado, o exército libanês lamentou a morte dos dois oficiais, um brigadeiro-general e um capitão, e do soldado, sublinhando que a continuidade dos ataques israelitas apenas reforça a determinação do povo libanês.
Além disso, o comando libanês acusou Israel de tentar frustrar os esforços para alcançar uma solução pacífica e um cessar-fogo abrangente. Os ataques israelitas não se limitaram a este incidente, tendo sido registados bombardeamentos em várias localidades do sul do Líbano, como Nabatieh, Sídon e Tiro, durante a noite e a manhã de hoje.
Embora o exército libanês não esteja diretamente envolvido na atual guerra entre Israel e o Hezbollah, tem sido alvo de ataques desde o início do conflito, que já dura três meses. As forças armadas libanesas são vistas como essenciais para qualquer futura solução negociada, uma vez que poderiam ser responsáveis pelo desarmamento do Hezbollah e pela sua substituição nas áreas que controla.
Recentemente, Líbano e Israel concordaram com um cessar-fogo, condicionado ao fim dos ataques do Hezbollah, que já rejeitou a proposta e apelou ao governo libanês para abandonar as negociações. O Hezbollah entrou em conflito com Israel em março, em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, no contexto de uma ofensiva israelo-americana contra o Irão.
Desde o início dos ataques israelitas, mais de 3.560 pessoas perderam a vida no Líbano, de acordo com as autoridades locais. Do lado israelita, 27 soldados e um trabalhador civil contratado também foram mortos, segundo dados oficiais. Teerão, por sua vez, exige que qualquer acordo com Washington para terminar a guerra inclua o fim das hostilidades na frente libanesa e a retirada das forças israelitas.
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Fonte: Sapo





