Jean-Luc Mélenchon, líder da esquerda radical francesa, deu início à sua campanha presidencial para 2027 durante um comício em Saint-Denis, um ano antes das eleições. Com um público de mais de 26 mil pessoas, segundo os organizadores, Mélenchon procurou afirmar-se como a única alternativa viável à esquerda, especialmente face ao crescimento da União Nacional (RN), partido de direita radical.
Durante o evento, o candidato da França Insubmissa (LFI) destacou que a sua formação política foi a primeira a avançar em frente à RN. Ele acusou este partido de promover uma ideologia de divisão, baseada em etnias e religiões. Apesar das sondagens que indicam uma possível derrota para Mélenchon na segunda volta contra candidatos como Jordan Bardella ou Marine Le Pen, o líder da LFI acredita que pode tirar partido da desordem que reina na esquerda, que se debate sobre a participação em primárias unificadas.
O comício teve lugar numa cidade com uma significativa população imigrante, onde Mélenchon apresentou os principais pontos do seu programa. O candidato propôs uma “Nova França”, uma sociedade mais conectada e diversificada. Ele expressou satisfação ao ver Bally Bagayoko, o novo presidente da Câmara de Saint-Denis e de origem maliana, discursar em frente à Basílica de Saint-Denis, um local histórico que alberga a necrópole dos reis de França.
Mélenchon, que já se apresentou como candidato presidencial em três ocasiões anteriores, não se esquivou de abordar questões como o antirracismo e a necessidade de um planeamento ecológico. Nas eleições de 2022, ficou a apenas 420 mil votos de passar à segunda volta, obtendo 22% dos votos e posicionando-se em terceiro lugar, atrás de Marine Le Pen e do atual Presidente, Emmanuel Macron.
Com a campanha presidencial a ganhar forma, a LFI espera galvanizar o apoio popular e consolidar a sua posição como a principal força da esquerda em França. Leia também: O impacto das eleições presidenciais na economia francesa.
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Fonte: ECO





