A inflação em Angola registou uma descida significativa, fixando-se em 10,88% em maio de 2026, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este valor representa uma continuidade da trajetória descendente que se iniciou na segunda metade de 2024, ano em que a taxa média anual foi de 27,5%.
Comparando com o mês anterior, abril, a inflação apresentou uma redução de 0,70 pontos percentuais, uma vez que a taxa estava nos 11,58%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a descida é ainda mais acentuada, com uma diferença de 9,86 pontos percentuais, já que em maio de 2025 a inflação era de 20,74%.
Os dados do INE revelam que, por classes de despesa, os preços de transportes, habitação e alimentação aumentaram acima da média nacional. A classe dos transportes destacou-se com um crescimento de 15,73% em relação a maio do ano anterior. A habitação, água, eletricidade e combustíveis registaram uma variação de 14,32%, enquanto a educação subiu 13,40% e a alimentação e bebidas não alcoólicas aumentaram 11,33%. Esta última classe foi a que mais contribuiu para a elevação do nível geral de preços, com um impacto de 6,90 pontos percentuais.
Analisando por províncias, Luanda apresentou uma variação homóloga de 10,61%, situando-se no meio da tabela. Cabinda teve a maior variação, com 16,56%, enquanto Huambo registou a menor, com 7,72%. Além de Huambo, outras províncias como Namibe, Cuanza Norte, Lunda Norte e Cunene também apresentaram taxas de inflação abaixo de 10%.
Em declarações recentes, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel António Tiago Dias, anunciou que o Comité de Política Monetária do BNA reviu em baixa a projeção da taxa de inflação para 11,5% em 2026. Esta revisão considera a trajetória observada até abril e não prevê pressões inflacionistas preocupantes nos próximos meses.
Este é o 22.º mês consecutivo de desaceleração da inflação em Angola, que se aproxima de um dígito, o que é um sinal positivo para a economia do país. O BNA defende que um aumento da produção interna é essencial para que a inflação continue a baixar e para garantir a estabilidade económica.
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Fonte: Sapo





