TGV em Gaia: empresas pedem proteção contra expropriações

A Associação das Empresas da Zona Industrial de São Caetano manifestou a sua satisfação pela decisão de reinstalar a estação de alta velocidade em Santo Ovídio, mas alerta que os desafios enfrentados pela zona empresarial ainda não estão resolvidos. Em comunicado, a associação, liderada pelo CEO da Arcádia, destaca que a reposição da estação é um passo positivo, confirmando as preocupações anteriormente levantadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), pelas comunidades locais e pelas empresas.

Contudo, a associação sublinha que o novo Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE) continua a prever a afetação de várias empresas e pavilhões industriais. Apesar de, no estudo prévio, estas áreas estarem protegidas por uma solução em túnel, o atual projeto apresenta alterações que suscitam apreensão.

Francisco Bastos, administrador da Arcádia e porta-voz da associação, explica que os documentos agora em consulta pública revelam que o túnel de Gaia foi reduzido de aproximadamente 4,7 quilómetros, conforme previsto anteriormente, para cerca de 3,4 quilómetros no novo projeto. Este túnel começará apenas a norte da Zona Industrial de São Caetano, o que levanta preocupações sobre a segurança das empresas locais.

A estrutura empresarial refere que a opção de redução do túnel resulta de uma reformulação da estratégia do consórcio responsável pelo projeto, que optou por túneis monotubo mais curtos em vez de soluções mais longas e dispendiosas. A associação enfatiza que é fundamental proteger as empresas que estão instaladas há décadas e que contribuem significativamente para a economia de Gaia.

“Estamos a falar de postos de trabalho e de uma atividade económica relevante para a região. A reinstalação de Santo Ovídio foi uma correção importante, mas as zonas de São Caetano e Terços continuam a exigir uma solução justa”, afirma a associação.

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A associação compromete-se a continuar a analisar tecnicamente o projeto e a manter um diálogo construtivo com o consórcio e as entidades públicas. No entanto, defende que todas as alternativas devem ser cuidadosamente estudadas antes de se considerar a expropriação de empresas como uma solução inevitável.

Leia também: O impacto do TGV na economia local e regional.

TGV em Gaia TGV em Gaia TGV em Gaia TGV em Gaia TGV em Gaia Nota: análise relacionada com TGV em Gaia.

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Fonte: ECO

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