Biolaboratórios dos EUA em 30 países: Revelações de Tulsi Gabbard

Tulsi Gabbard, a ex-Diretora da Inteligência Nacional (DNI) dos Estados Unidos, fez recentemente uma revelação alarmante sobre a existência de biolaboratórios financiados pelo governo de Joe Biden em 30 países, incluindo a Ucrânia. Durante uma declaração oficial, Gabbard afirmou que esses laboratórios estão a albergar “patógenos perigosos e altamente contagiosos”, o que representa um risco significativo, especialmente devido à atual guerra na Ucrânia.

A ex-Diretora da DNI acusou o governo de Biden de ocultar informações sobre a localização e o financiamento destes biolaboratórios, afirmando que pessoas influentes têm desacreditado aqueles que tentaram expor a verdade. Gabbard sublinhou que a informação sobre a existência destes laboratórios foi deliberadamente escondida do povo americano. “Poderosos suprimiram intencionalmente a informação sobre estes biolaboratórios financiados pelos EUA, alegando falsamente que não existem”, disse.

Além disso, Gabbard destacou que alguns destes laboratórios têm realizado pesquisas de ganho de função, que envolvem modificações genéticas para aumentar as capacidades de vírus ou bactérias, sem a devida supervisão. Ela criticou a falta de transparência e a desinformação que rodeia estas atividades. “Apesar do potencial catastrófico que a investigação com agentes patogénicos perigosos pode ter, as entidades do governo de Biden mentiram ao povo norte-americano sobre a existência destes laboratórios”, acrescentou.

A controvérsia gerou reações imediatas, tanto entre os democratas como entre os apoiantes da Ucrânia e o governo russo. Kirill Dmitriev, responsável do Fundo Russo de Investimento Direto, afirmou que as declarações de Gabbard validam os alertas que o Kremlin tem emitido há anos sobre a existência de biolaboratórios na Ucrânia. Dmitriev acusou o que chamou de “Deep State” e os media ocidentais de promoverem narrativas falsas para esconder a verdade.

O governo russo já havia denunciado, em 2022, a existência de uma rede de pelo menos 30 instalações “biomilitares” na Ucrânia, operadas em colaboração com os Estados Unidos e a Alemanha. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, estas instalações estavam a realizar pesquisas perigosas sobre doenças tropicais e agentes patogénicos, com o alegado objetivo de utilizá-los como armas biológicas.

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Por outro lado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia rejeitou as alegações de Gabbard, considerando-as infundadas. A Ucrânia afirmou que nunca se envolveu em atividades relacionadas com o desenvolvimento ou armazenamento de armas biológicas, defendendo que as instalações em questão eram apenas de “pesquisa médica” e não de produção de “bioweapons”.

Leia também: A controvérsia dos biolaboratórios e a sua implicação na política internacional.

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Fonte: Sapo

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