Credores da Sicasal aprovam venda à Portral por 11,5 milhões

Os credores da Sicasal reuniram-se esta terça-feira no tribunal de Sintra para deliberar sobre o plano de insolvência da empresa, que inclui a venda da mesma à Portral por 11,5 milhões de euros. Esta decisão é um passo significativo para a recuperação da Sicasal, uma das principais empresas do sector de carnes em Portugal.

O plano, apresentado pelo administrador da insolvência, Jorge Calvete, abrange a venda de todos os ativos da Sicasal, incluindo imóveis, equipamentos, viaturas, marcas, stocks e a clientela. Além disso, está previsto um corte de 76,2% na dívida dos credores comuns, que inclui bancos e fornecedores. Com esta reestruturação, os credores deverão receber apenas 23,8% do total da dívida, que ascende a 34,7 milhões de euros, resultando numa perda estimada de 26,5 milhões de euros.

Os bancos são os principais credores da Sicasal, com uma dívida que ultrapassa os 20 milhões de euros. O BCP destaca-se como o maior credor, com 7,5 milhões de euros, seguido pela Caixa Geral de Depósitos, Novobanco, Abanca e BEI. Por outro lado, os trabalhadores, a Autoridade Tributária e a Segurança Social receberão o pagamento integral dos seus créditos, que totalizam 2,3 milhões de euros.

A venda dos ativos da Sicasal deverá render cerca de 12,3 milhões de euros, incluindo a venda em leilão de outros bens avaliados em 800 mil euros. Contudo, este montante cobre apenas uma fração da dívida total de 46,4 milhões de euros, que afeta aproximadamente 400 credores.

A Portral, que também opera no comércio e na indústria de carnes, planeia criar uma sociedade para adquirir o património da Sicasal. Esta aquisição inclui os imóveis do Complexo Industrial de Gradil, armazéns na Maia e Portimão, um terreno em Casal de Marvão, além de máquinas, viaturas, marcas e direitos de propriedade industrial.

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Com esta operação, a continuidade da atividade da Sicasal está garantida, assim como a manutenção dos postos de trabalho. Os contratos de trabalho serão transferidos para a nova entidade, conforme estipulado no plano de insolvência.

A insolvência da Sicasal foi solicitada pelo BCP em dezembro e decretada em janeiro. Desde então, houve um incidente para apurar se as causas da insolvência foram culposas, ou seja, se foram provocadas por ações dos sócios e administradores da empresa.

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Fonte: ECO

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