O preço do cabaz alimentar voltou a aumentar, interrompendo a descida que se tinha verificado nas últimas nove semanas. Segundo a Deco Proteste, o valor do cabaz de produtos básicos subiu para 257,68 euros, o que representa um aumento de 2,11 euros em relação à semana anterior. Este aumento é atribuído aos crescentes custos de produção, que têm sido fortemente impactados pela guerra no Médio Oriente.
Desde o início do ano, o custo do mesmo conjunto de 63 produtos aumentou em 15,86 euros, correspondendo a uma subida de 6,56%. Comparando com o mesmo período do ano passado, os consumidores enfrentam um acréscimo de 14,90 euros, o que equivale a um aumento de 6,14%. Este cenário levanta preocupações sobre o poder de compra das famílias portuguesas.
Entre os produtos que mais encareceram na última semana, destacam-se os flocos de cereais, que registaram uma subida de 18%, passando a custar 2,83 euros. O carapau também teve um aumento significativo de 16%, agora a 6,25 euros por quilo, enquanto a alface frisada encareceu 12%, alcançando 2,63 euros por quilo.
Em comparação com o ano passado, os aumentos mais acentuados foram observados no carapau, que está 64% mais caro, na couve-coração, que subiu 40% para 1,78 euros por quilo, no robalo, com um aumento de 31%, agora a 10,38 euros por quilo, e na alface frisada, que registou uma subida de 25%.
A análise da Deco Proteste revela que, em janeiro de 2022, era possível adquirir os mesmos 63 produtos por menos 69,98 euros, o que representa uma diferença de 37,28%. Desde o início da monitorização, em janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram verificados na carne de novilho para cozer, que disparou 126%, para 13,14 euros por quilo, nos ovos, que encareceram 84%, para 2,10 euros, e na couve-coração, que subiu 79%, para 1,78 euros por quilo.
Este aumento contínuo no preço do cabaz alimentar levanta questões sobre a sustentabilidade do orçamento familiar e a necessidade de estratégias para mitigar o impacto da inflação nos produtos alimentares. Leia também: Como a inflação afeta o seu orçamento mensal.
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Fonte: ECO





