A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) decidiu arquivar o processo disciplinar que havia sido instaurado em 2025 contra Carlos Leitão, o antigo diretor técnico da SIRESP. Esta decisão foi anunciada pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, durante uma sessão no Parlamento, onde foram discutidas as queixas apresentadas pelo ex-secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro.
As denúncias de Pombeiro, que resultaram na abertura do inquérito em novembro de 2025, incluíam alegações de má gestão e conflitos de interesse por parte de Carlos Leitão, que ocupou o cargo de diretor técnico da SIRESP SA. O ex-secretário-geral do MAI tinha afirmado que a gestão de Leitão favorecia um concorrente específico, a NOS, e que existiam tentativas de contratação de uma empresa ligada à sua esposa para trabalhos de certificação.
De acordo com as conclusões do inquérito da IGAI, a atuação de Carlos Leitão foi considerada “transparente” e “sem merecer qualquer censura”. O ministro Luís Neves sublinhou que o valor em questão, relacionado com a aquisição de gravadores de voz para a rede SIRESP, era de 12 mil euros, mas a SIRESP SA acabou por pagar 87 mil euros pelo mesmo trabalho.
António Pombeiro, que se demitiu do seu cargo a 22 de maio, alegou que havia “graves irregularidades” na gestão da SIRESP durante a presidência de Viegas Nunes, que liderou a empresa entre 2022 e 2024. O ministro anunciou que irá solicitar à IGAI a reabertura do inquérito para investigar a atuação da administração da SIRESP SA após a saída de Carlos Leitão. “Quero saber o que foi feito e o que deveria ter sido feito e não foi”, afirmou Neves, enfatizando a necessidade de esclarecer questões relacionadas com cobranças e contratos não cumpridos.
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Fonte: ECO





