A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, abriu um debate no Parlamento, esta quinta-feira, com um discurso firme, especialmente dirigido aos partidos da esquerda. A ministra pediu aos cidadãos que confiem na reforma laboral em discussão, afirmando: “Fiquem tranquilos. Ao contrário do que vos quiseram convencer, não há nenhum corte dos direitos dos trabalhadores nesta reforma. Pelo contrário, eles são reforçados.”
Ramalho sublinhou que o país se habituou à estagnação e a uma mentalidade de “pensar pequeno”, destacando que nações que entraram na União Europeia após Portugal, como a Chéquia e a Eslovénia, já superaram o nosso nível de vida. “Estamos a ser ultrapassados por países que tinham uma qualidade de vida inferior à nossa”, lamentou.
A ministra criticou a narrativa de alguns partidos que, estando agora na oposição, afirmam que tudo está mal, apesar de terem promovido um crescimento nos anos anteriores. “É um dueto nostálgico que tem consigo o histórico da geringonça e do neomarxismo”, afirmou, referindo-se ao PCP e ao PS.
Ramalho rejeitou a ideia de voltar a estratégias do passado, afirmando que “é um erro fazer a mesma coisa muitas vezes e esperar resultados diferentes”. Defendeu que é fundamental aprender com as lições da Europa para melhorar as condições de vida e os salários em Portugal.
A ministra destacou que as reformas laborais que realmente impulsionaram o crescimento económico em Portugal têm uma assinatura comum: a da AD. Recordou as reformas implementadas por Cavaco Silva, Durão Barroso e Passos Coelho, afirmando que estas continuam a sustentar o país.
A nova reforma laboral, segundo a ministra, traz várias melhorias, como a inclusão de jovens no mercado de trabalho, a regulação dos impactos da inteligência artificial nas relações laborais, a conciliação da vida familiar com o sucesso profissional, a promoção da igualdade entre géneros e o aumento das compensações devidas aos trabalhadores.
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Fonte: Sapo





