A CIP – Confederação Empresarial de Portugal manifestou a sua preocupação com a atual legislação laboral, considerando que a lei do trabalho está ultrapassada. Esta posição surge após o Parlamento ter rejeitado a reforma laboral proposta pelo Governo, o que levou a CIP a reafirmar o seu compromisso em aumentar a competitividade das empresas e, consequentemente, os salários dos portugueses.
Armindo Monteiro, presidente da CIP, sublinhou que os empresários não têm a intenção de retirar direitos aos trabalhadores. O foco, segundo Monteiro, é criar emprego e riqueza para o país. A CIP defende que é essencial alinhar os salários em Portugal com a média da União Europeia, uma meta que considera fundamental para o desenvolvimento económico do país.
A associação empresarial destaca que a lei do trabalho atual não responde às exigências do teletrabalho e do mundo digital. Esta necessidade de atualização torna-se ainda mais urgente após Portugal ter descido três lugares num ranking mundial de competitividade, ocupando agora a 40ª posição entre 70 economias. Além disso, a produtividade em Portugal é cerca de 30% inferior à média europeia, um dado que preocupa a CIP.
Armindo Monteiro alerta que, sem empresas robustas, os jovens mais talentosos continuarão a emigrar. A falta de uma discussão política eficaz no Parlamento sobre a lei do trabalho é vista como um obstáculo ao desenvolvimento económico. A CIP, face a este cenário, compromete-se a concentrar esforços na resolução dos problemas que afetam a economia portuguesa.
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Fonte: Sapo





