Poupanças em Seguros Vida superam 40 mil milhões de euros

As poupanças geridas pelas seguradoras no ramo Vida em Portugal ultrapassaram, em abril de 2026, a marca dos 40 mil milhões de euros. Este crescimento, que se cifra em mais de 15% desde o início de 2025, é impulsionado principalmente pelos produtos de capitalização e contratos de investimento, refletindo uma mudança significativa no mercado, que se está a tornar cada vez mais orientado para a poupança e o investimento.

De acordo com a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), a inflação acumulada durante este período foi de cerca de 4,9%, o que torna este crescimento ainda mais relevante em termos reais. Os dados revelam que as operações de capitalização, que não tiveram um impacto significativo, estão a dar lugar a um aumento das poupanças em seguros Vida.

O relatório da APS destaca que o total das responsabilidades das seguradoras no ramo Vida, conhecido como “Valores de Carteira Vida”, inclui provisões técnicas e passivos financeiros. Estes últimos abrangem produtos de capitalização e seguros unit linked, que estão a ganhar destaque no mercado. Entre abril de 2025 e abril de 2026, o mercado Vida cresceu de 34,9 para 40,3 mil milhões de euros, com os produtos de capitalização a registarem um aumento de 20,6%, representando agora 64,4% da carteira.

Os Planos Poupança Reforma (PPR) também cresceram, mas a um ritmo mais modesto de 6,3%, o que resultou numa diminuição do seu peso relativo. Em contraste, os seguros de risco, que têm uma participação reduzida de apenas 2,5%, cresceram 13,3%, mas com um impacto limitado no total das poupanças em seguros Vida.

O aumento das poupanças em seguros Vida pode ser atribuído a várias razões, sendo uma das mais relevantes o aumento das entradas líquidas através da aquisição de produtos de investimento. Este fenómeno reflete um maior interesse dos segurados em garantir a sua poupança a longo prazo. Além disso, a valorização dos ativos subjacentes, especialmente nos produtos unit linked, e a diminuição dos resgates também contribuíram para este crescimento.

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Nos últimos 16 meses, os seguros de capitalização foram o principal motor do crescimento, enquanto os produtos de seguro tradicionais, embora tenham crescido, não acompanharam o mesmo ritmo. Neste momento, 35% da carteira corresponde a contratos de seguro, enquanto 65% são contratos de investimento.

Os produtos com uma componente financeira ou de investimento cresceram significativamente mais do que os contratos de seguro tradicionais. O total de 40,257 milhões de euros em abril de 2026 pode ser analisado sob diferentes perspetivas: por produtos, por tipo de investimento/risco e por componentes dos produtos.

A carteira Vida é composta por dois tipos principais de responsabilidades: contratos de seguro tradicionais e contratos de investimento. Os primeiros incluem seguros de Vida e PPR, enquanto os segundos abrangem produtos de capitalização e unit linked, que são contabilizados como instrumentos de investimento.

A diferença entre contratos de seguros e de investimentos continua a aumentar, refletindo uma mudança na atitude dos clientes, que agora tendem a olhar para prazos mais longos. Esta mudança é vista como um resultado dos incentivos à poupança que têm sido promovidos nos últimos meses.

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Fonte: ECO

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