China defende que não pode dar subsídios à indústria

O primeiro-ministro da China, Li Qiang, rejeitou as críticas que apontam para o peso dos subsídios estatais na competitividade industrial do país. Durante a 17.ª Reunião Anual dos Novos Campeões, também conhecida como o ‘Davos de Verão’, que decorre em Dalian, Li afirmou que “o Governo chinês não é assim tão rico que possa dar subsídios”.

As declarações surgem em resposta a acusações de que a vantagem competitiva dos produtos chineses se deve, em grande parte, ao apoio estatal. Esta questão tem sido um ponto de tensão nas relações comerciais entre a China, os Estados Unidos e a União Europeia, especialmente em setores como veículos elétricos, semicondutores e tecnologias limpas.

Li Qiang defendeu que a competitividade da China advém da “escala do mercado interno”, da “força da indústria transformadora” e da rápida implementação de novas tecnologias, e não apenas de políticas públicas de apoio. O primeiro-ministro destacou que o desenvolvimento de setores como as novas energias e os veículos inteligentes é resultado de inovações em áreas como materiais e comunicações, e não apenas de subsídios.

O discurso de Li também abordou as críticas ao protecionismo e às restrições comerciais, que têm sido frequentes nas intervenções de Pequim nos últimos meses. Este contexto surge num momento em que várias economias ocidentais têm aumentado tarifas e implementado medidas de defesa comercial.

Li sublinhou que as importações chinesas de bens cresceram 20,5% nos primeiros cinco meses do ano, apresentando este resultado como uma evidência da integração da China na economia global. No ano passado, a China alcançou um excedente comercial histórico de quase 1,2 biliões de dólares, com a União Europeia a registar um excedente diário de mil milhões de euros.

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O ‘Davos de Verão’ reúne mais de 1.700 representantes de diversos setores, incluindo políticos, empresários, académicos e jornalistas de mais de 90 países. O fórum, que se estende até quinta-feira, centra-se em temas como inovação, comércio, inteligência artificial, emprego e transição energética, sob o lema “Inovar à escala”.

Leia também: O impacto das tensões comerciais na economia global.

subsídios subsídios Nota: análise relacionada com subsídios.

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Fonte: Sapo

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