Renova investe 11 milhões em descarbonização e reduz emissões

A Renova, empresa portuguesa de produtos de papel, inaugurou um novo projeto de descarbonização em Torres Novas, com um investimento de 11 milhões de euros. Este projeto, denominado Descarbonizar@Renova, permitiu reduzir as emissões de dióxido de carbono da fábrica 2 em 50,6%, o que representa um passo significativo na transição energética da empresa.

Durante a cerimónia de inauguração, que contou com a presença do secretário de Estado da Energia, Paulo Pereira da Silva, presidente do Conselho de Administração da Renova, destacou a importância deste investimento. “Com este projeto, demos um passo gigantesco na transição energética e na descarbonização”, afirmou. O investimento foi apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e incluiu a instalação de uma central de biomassa, que substitui uma parte significativa do gás natural utilizado na produção de vapor por uma fonte de energia renovável.

A descarbonização não só contribui para a redução das emissões, mas também traz benefícios em termos de competitividade. “Este projeto trouxe-nos poupança de energia, competitividade e uma redução da pegada de dióxido de carbono”, acrescentou Paulo Silva. Nos últimos 12 anos, a Renova investiu mais de 150 milhões de euros na unidade de Zibreira, focando na expansão da capacidade produtiva e na inovação industrial.

A internacionalização é outro pilar da estratégia da Renova, que exporta a maior parte da sua produção. A empresa compete com grandes multinacionais em mais de 70 países e regista cerca de 10 milhões de atos de compra mensais a nível global. Filipe Almeida, diretor de projeto, revelou que a candidatura ao PRR previa uma redução de 43% das emissões, mas o objetivo foi superado, alcançando uma redução de 50,6% num único projeto.

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O investimento, que contou com cerca de 5,8 milhões de euros do PRR, foi realizado através de várias medidas de eficiência energética. Entre elas, destaca-se a nova central de biomassa, que reduziu para metade o consumo de gás natural da fábrica. Além disso, a Renova instalou a primeira unidade de secagem elétrica do papel e reforçou os sistemas de recuperação de calor residual, contribuindo para a meta de neutralidade carbónica.

O secretário de Estado da Energia, Jean Barroca, elogiou o projeto, considerando-o um bom exemplo da interligação entre a política energética e a política industrial. “A descarbonização industrial não pode ser uma ideia abstrata, deve ser refletida nas decisões de investimento das empresas”, afirmou. Barroca sublinhou que projetos como este demonstram como o investimento público pode impulsionar a modernização da indústria nacional.

A Renova, fundada em 1939, emprega atualmente 650 trabalhadores e fechou 2023 com uma faturação de 248 milhões de euros, 60% da qual proveniente dos mercados internacionais. Este investimento em descarbonização é um reflexo do compromisso da empresa com a sustentabilidade e a inovação.

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Fonte: ECO

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