Autonomia editorial da Lusa e RTP garantida em novo memorando

Os presidentes da RTP e da Lusa, Nicolau Santos e Joaquim Carreira, garantiram que a autonomia editorial das duas entidades está assegurada após a assinatura de um memorando de entendimento. Este acordo, celebrado na tarde desta segunda-feira, foi elaborado com a participação das direções de informação de ambas as organizações, com o objetivo de criar um ambiente de trabalho confortável para todos os envolvidos.

Nicolau Santos destacou a importância da união entre as duas entidades, especialmente num contexto global onde os serviços públicos de media enfrentam constantes desafios. “Estarmos juntos é importante, torna-nos mais fortes”, afirmou o presidente da RTP. O memorando não prevê qualquer fusão entre as duas organizações, mas sim a possibilidade de aprofundar práticas colaborativas que já existem.

Joaquim Carreira sublinhou a necessidade de colaboração para enfrentar os desafios atuais, especialmente em áreas como a literacia mediática e a inteligência artificial. “Precisamos de saber como lidar com ela, mantendo a força das identidades de cada um”, disse Carreira, referindo-se à importância de preservar a autonomia editorial.

As duas entidades operam em mercados diferentes, com a RTP focada no público em geral e a Lusa no mercado B2B. Esta complementaridade é vista como uma oportunidade para desenvolver capacidades e colmatar lacunas existentes. Carreira exemplificou com a colaboração em várias regiões, como o Funchal, onde a Lusa partilhou instalações com a RTP.

O objetivo do memorando é fortalecer e otimizar as competências mútuas, criando um setor de media público mais robusto. Carreira enfatizou que a colaboração é mais importante do que a competição, especialmente num cenário em que ambas as entidades são relativamente pequenas em comparação com grandes grupos de media.

Em resposta a preocupações levantadas por representantes dos trabalhadores, Carreira assegurou que o acordo é claro e transparente. “Queremos reforçar as condições dos nossos profissionais, dando-lhes novas capacidades e locais de trabalho”, afirmou. No entanto, a sinergia em termos de instalações não inclui Lisboa, uma vez que eventuais mudanças dependem do acionista Estado.

Leia também  Preço do cabaz alimentar atinge novo máximo em 2023

Nicolau Santos também abordou a necessidade de ativar a rede regional, destacando que muitas áreas do interior do país estão a perder cobertura editorial. “O serviço público tem a obrigação de fazer essa cobertura informativa, mas, como os meios são escassos, precisamos de nos unir”, frisou.

A reunião com a Comissão de Trabalhadores, realizada na mesma data, visou esclarecer que o memorando foi desenvolvido em conjunto com as direções de informação, garantindo a total independência editorial. “Não há fusão de redações ou de empresas. O foco é racionalizar capacidades e recursos para cumprir o serviço público da forma mais eficaz”, concluiu Santos.

Leia também: O impacto da colaboração entre media públicos em Portugal.

autonomia editorial autonomia editorial autonomia editorial Nota: análise relacionada com autonomia editorial.

Leia também: Governo propõe subsídio para polícias nos aeroportos em 2023

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top