Greve dos guardas prisionais de Vale de Judeus prolonga-se até agosto

A greve dos guardas prisionais na cadeia de Vale de Judeus, localizada em Alcoentre, foi prolongada até ao final de agosto. Esta decisão surge na sequência da persistente falta de condições de segurança que motivaram a paralisação, iniciada a 10 de março. O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Frederico Morais, confirmou à agência Lusa que a greve, que deveria terminar esta terça-feira, vai continuar até 31 de agosto.

As razões para a extensão da greve dos guardas prisionais estão ligadas ao incumprimento de várias reivindicações. Apesar de algumas promessas, a instalação de novas redes de segurança nos pátios ainda não começou, e o concurso para a construção de torres de vigilância não atraiu interessados. Morais destacou que, além disso, questões como o excesso de atividades consideradas desnecessárias e a reestruturação dos horários de funcionamento da prisão continuam sem solução.

O sindicalista mencionou que a única alteração quase concluída é a instalação de inibidores de sinal, que visam bloquear o uso de telemóveis e drones. No entanto, o processo de instalação foi mal programado e terá de ser repetido. “As peças estão todas aqui, mas o processo precisa de ser reprogramado”, afirmou Morais.

Após quatro meses de greve, as únicas melhorias visíveis foram a iluminação e a limpeza da área circundante da cadeia. A greve dos guardas prisionais está a ter um impacto significativo na vida dos reclusos, que não estão a participar em atividades de estudo ou trabalho. O horário de permanência nas celas foi alargado para 22 horas por dia, com os reclusos a terem apenas um horário de pátio reduzido.

O SNCGP reporta uma adesão superior a 90% à greve, embora a cadeia de Vale de Judeus continue a funcionar. A redução dos horários e o desfasamento das idas ao pátio permitem que um menor número de guardas prisionais consiga controlar a situação, enquanto estes também se ocupam da vigilância das obras em curso.

Leia também  Biolaboratórios dos EUA em 30 países: Revelações de Tulsi Gabbard

Além disso, o número de visitas aos reclusos foi limitado a uma por semana, o que também afeta as idas a consultas e tribunais. O sindicato já solicitou arbitragem para definir os serviços mínimos durante a greve, mas a Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) manteve as condições propostas pelo SNCGP, apesar das sugestões da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) para aumentar as atividades durante a greve.

Leia também: O impacto das greves no sistema prisional português.

greve dos guardas prisionais greve dos guardas prisionais Nota: análise relacionada com greve dos guardas prisionais.

Leia também: TotalEnergies vai construir central solar de 7,1 MW em Moçambique

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top