A taxa de inflação em Portugal registou uma desaceleração, situando-se em 3,2% em junho de 2026, segundo a estimativa rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este valor representa uma ligeira diminuição em relação aos 3,3% observados em maio, conforme indicado pelo INE.
De acordo com a informação disponível, a variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi de 3,2% em junho, o que reflete uma diminuição de 0,1 pontos percentuais em comparação com o mês anterior. O INE também destacou que o indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, registou uma taxa de variação homóloga de 2,5%. Este valor representa um aumento de 0,3 pontos percentuais em relação a maio.
Os dados mostram que a variação do índice relativo aos produtos energéticos abrandou para 9,1%, uma queda significativa face aos 13,1% de maio. Esta redução deve-se, em grande parte, à diminuição dos preços dos combustíveis. Por outro lado, o índice dos produtos alimentares não transformados também desacelerou, passando de 5,7% em maio para 5,2% em junho.
Em termos mensais, a variação do IPC foi de 0,1% em junho, mantendo-se estável em relação a maio. A variação média nos últimos 12 meses foi de 2,6%, ligeiramente superior aos 2,5% do mês anterior. O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite uma comparação mais eficaz com outros países da União Europeia, apresentou uma variação homóloga de 3,1%, semelhante ao mês anterior.
Os dados definitivos sobre o IPC de junho serão divulgados pelo INE a 10 de julho, o que permitirá uma análise mais aprofundada da evolução da taxa de inflação em Portugal. Este abrandamento na taxa de inflação pode trazer um alívio para os consumidores, que têm sentido o impacto do aumento dos preços nos últimos meses.
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Fonte: Sapo





