A Comissão Europeia anunciou hoje a disponibilização de 81,4 milhões de euros para Portugal, com o objetivo de avançar em dois programas de eficiência energética. Este financiamento destina-se a modernizar os edifícios da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.
Os 81,4 milhões de euros fazem parte de um pacote global de 2,5 mil milhões de euros, mobilizado pela Comissão Europeia em colaboração com o Banco Europeu de Investimento (BEI). Este investimento visa ajudar os Estados-membros a modernizar os seus sistemas energéticos e a cumprir as metas climáticas estabelecidas.
No que diz respeito a Portugal, cerca de 67 milhões de euros serão alocados a um programa integrado de modernização energética da Polícia Judiciária. Os restantes 14 milhões de euros serão direcionados para um projeto de “edifício sustentável” no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.
Além de Portugal, foram selecionados outros 49 programas em países como a Chéquia, Estónia, Grécia, Croácia, Letónia, Lituânia, Hungria, Polónia, Roménia e Eslovénia, que também receberão financiamento europeu para iniciativas de eficiência energética.
A Comissão Europeia sublinha que este desembolso contribuirá para aumentar a competitividade da indústria da União Europeia. O apoio a infraestruturas energéticas modernas e eficientes é crucial para aumentar a produção e o armazenamento de energias renováveis, promover a inovação e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
Os 2,5 mil milhões de euros anunciados hoje são financiados pelo Fundo de Modernização, que se alimenta das receitas geradas pelo Sistema de Comércio de Licenças de Emissão da UE, conhecido como mercado de carbono. Este fundo é descrito como um instrumento de solidariedade que visa apoiar a transição para energias limpas em 13 Estados-membros da UE com rendimentos mais baixos.
A vice-presidente da Comissão Europeia, Teresa Ribera, afirmou que o Fundo de Modernização é um “excelente exemplo” de como as receitas do mercado de carbono podem ser utilizadas para investimentos que reforçam a competitividade na transição climática. “Os recursos gerados pelas atividades poluentes são utilizados para criar sistemas energéticos mais limpos e competitivos”, destacou.
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Fonte: Sapo





