O número de mortos portugueses e lusodescendentes na Venezuela, em consequência dos sismos ocorridos a 24 de junho, subiu para 89, com 60 pessoas ainda desaparecidas. Esta atualização foi divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) na passada sexta-feira.
Entre os 89 falecidos, 77 tinham também nacionalidade venezuelana, e as vítimas incluem 17 crianças e 72 adultos. O balanço anterior indicava 84 mortos e 63 desaparecidos, refletindo a gravidade da situação provocada pelos sismos.
No total, o número de mortos na Venezuela devido a estes sismos já atinge 2.295, segundo as autoridades locais, que também reportam cerca de 12.400 feridos. A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um luto nacional de sete dias em memória das vítimas. Em Portugal, o governo decretou um dia de luto nacional no domingo, em homenagem aos cidadãos portugueses e lusodescendentes que perderam a vida.
Para apoiar a Venezuela, onde já se encontram socorristas portugueses, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, revelou que dois aviões da Força Aérea Portuguesa estão prontos para partir com ajuda humanitária. Esta assistência inclui medicamentos, material de higiene e duas ambulâncias, com um total de seis toneladas de medicamentos e 15 toneladas de outros materiais.
Os sismos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por várias réplicas. A capital e a região de La Guaira foram severamente afetadas, com muitos edifícios a ruírem ou a sofrerem danos significativos.
A situação continua a ser monitorizada, e as autoridades portuguesas estão a mobilizar recursos para ajudar a comunidade afetada. Leia também: “A resposta humanitária de Portugal à crise na Venezuela”.
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Fonte: ECO





