OPEP+ considera aumentar produção de petróleo em agosto

A OPEP+, aliança que inclui a Arábia Saudita e a Rússia, está a analisar a possibilidade de aumentar a produção de petróleo em agosto, o que representaria o quinto mês consecutivo de aumento. Esta decisão será discutida em teleconferência no próximo domingo, envolvendo ministros do setor de vários países, incluindo Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.

A proposta de aumento da produção conjunta é de 188.000 barris por dia (bpd), semelhante aos aumentos anteriores. Desde abril, a OPEP+ tem vindo a retomar gradualmente a produção, após uma pausa de três meses. No entanto, muitos dos acordos feitos foram anulados devido à queda involuntária da produção de alguns membros, como o Iraque e a Arábia Saudita, em consequência do conflito no Médio Oriente.

Estima-se que a perda acumulada de produção tenha atingido cerca de 10 milhões de barris por dia em abril, sem contar com a diminuição da produção russa. Recentemente, um memorando de entendimento entre os EUA e o Irão prolongou o cessar-fogo na guerra, levando a uma recuperação dos preços do petróleo, que voltaram a níveis anteriores ao conflito. O barril de Brent fechou a semana a 62,74 euros, uma queda significativa em relação ao pico de 109,62 euros registado em abril.

A reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo, também contribuiu para a descida dos preços, embora ainda não tenha atingido os níveis pré-conflito. Apesar das expectativas de um aumento da produção de petróleo pela OPEP+, especialistas alertam que a normalização total dos fluxos de petróleo do Golfo Pérsico poderá demorar vários meses.

Além disso, a oferta de petróleo está a aumentar também a partir de países como os Estados Unidos, Brasil e Canadá, o que levanta preocupações sobre um possível excesso de oferta no mercado. Os Emirados Árabes Unidos, que deixaram a OPEP em maio, estão a aumentar a sua produção ao máximo, o que poderá pressionar ainda mais os preços.

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O Iraque, que é o segundo maior produtor da OPEP, também anunciou a intenção de aumentar a sua produção e solicitou uma revisão das suas quotas. Neste contexto, a possível ratificação do aumento da produção no domingo gera preocupações entre investidores, que temem que o mercado petrolífero possa passar de uma escassez temporária para um excesso de oferta.

A OPEP, fundada em 1960, é composta atualmente por onze países. Desde 2016, a aliança OPEP+ inclui outros dez países produtores, como a Rússia e o México, numa colaboração que visa estabilizar o mercado global de petróleo.

Leia também: O impacto das decisões da OPEP+ nos preços do petróleo.

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Fonte: Sapo

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