Sete distritos em Portugal sob aviso vermelho devido ao calor

Este domingo, sete distritos de Portugal continental permanecem sob aviso vermelho, o nível mais grave na escala de alertas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O aviso, que se mantém até às 23:00, abrange Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Setúbal e Castelo Branco. Este é um cenário que se agrava, embora tenha havido uma diminuição em relação ao sábado, quando 13 distritos estavam sob o mesmo alerta.

Por outro lado, Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro e Leiria estão agora sob aviso laranja, o segundo nível mais sério. Os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Faro e Vila Real também permanecem sob aviso laranja, devido às temperaturas extremas que se têm verificado, tanto nas máximas como nas mínimas.

Na Madeira, o IPMA mantém o aviso laranja nas regiões montanhosas, que se prolonga até às 18:00 de terça-feira, enquanto o resto da ilha e o Porto Santo estão sob aviso amarelo, também até às 18:00 de terça-feira. As temperaturas em Portugal continental estão a atingir máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius, com mínimas entre 24 e 28 graus.

Em resposta a esta situação crítica, o Governo declarou na quinta-feira uma situação de alerta em todo o país, devido às altas temperaturas previstas até segunda-feira. Foram emitidos despachos de exceção que proíbem a utilização de maquinaria em atividades agrícolas, numa tentativa de mitigar os riscos associados ao calor extremo.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou o estado de prontidão especial para o nível III, considerando o “agravamento muito significativo” do perigo de incêndios rurais. Para lidar com esta situação, o dispositivo de combate a incêndios foi reforçado, garantindo que a capacidade máxima está disponível para enfrentar os desafios que se avizinham.

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A Direção-Geral da Saúde (DGS) também emitiu recomendações aos municípios, sublinhando a importância do seu papel na proteção das populações vulneráveis. As autarquias devem identificar e manter atualizadas as listas de pessoas mais suscetíveis ao calor, promovendo contactos preventivos e visitas domiciliárias quando possível.

Além disso, a DGS sugere a criação de locais de abrigo temporário e a disponibilização de água potável, assegurando o bom funcionamento dos bebedouros públicos. As bibliotecas, piscinas e outros espaços climatizados devem ter horários alargados para facilitar o acesso da população.

Para os espaços públicos, recomenda-se o reforço das zonas de sombra e a instalação de estruturas temporárias de sombreamento. Os horários dos trabalhos municipais ao ar livre também devem ser adaptados para evitar a exposição ao calor intenso.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro anunciou a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil e acordos bilaterais com Espanha e Marrocos, destacando que a capacidade nacional de resposta a incêndios não está esgotada. “Temos todo o território sob risco muito elevado e entendemos que seria mais adequado termos um reforço vindo dos nossos aliados”, afirmou Luís Montenegro.

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Fonte: Sapo

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