O Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai receber um reforço de 200 milhões de euros para liquidar dívidas a fornecedores externos. Esta medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde e visa melhorar a sustentabilidade financeira do SNS, que enfrenta desafios significativos na gestão das suas contas.
As transferências financeiras serão direcionadas para as Unidades Locais de Saúde (ULS) e para os três Institutos Portugueses de Oncologia (IPO). O despacho conjunto dos ministérios da Saúde e das Finanças, já assinado, estabelece que estas verbas serão utilizadas exclusivamente para pagar dívidas que tenham mais de 60 dias. É importante notar que as dívidas a entidades do próprio SNS e ao Estado estão excluídas deste pagamento.
O objetivo desta iniciativa é reduzir os prazos de pagamento e, consequentemente, diminuir o stock de dívida existente. O gabinete da ministra Ana Paula Martins sublinha que o pagamento seguirá uma lógica de antiguidade da data de vencimento, priorizando assim as dívidas mais antigas.
Este reforço financeiro de 200 milhões de euros surge na sequência de uma transferência anterior, realizada em março, que totalizou 1.230 milhões de euros. Este montante também foi destinado à regularização de dívidas das entidades do SNS. Em 2025, o Governo já havia transferido um total de 1.300 milhões de euros para o mesmo fim, demonstrando um compromisso contínuo em resolver a questão da dívida a fornecedores.
A situação financeira das entidades do SNS é uma preocupação constante, e estas medidas visam garantir que os fornecedores possam ser pagos de forma atempada, evitando assim a acumulação de dívidas que possam comprometer a prestação de serviços de saúde. A liquidação da dívida a fornecedores é um passo crucial para a estabilidade financeira do SNS e para a manutenção da qualidade dos cuidados de saúde prestados à população.
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Fonte: Sapo





