Novos certificados do Tesouro oferecem juros até 3,35%

Os novos certificados do Tesouro, conhecidos como Certificados do Tesouro Série 5 (CTS5), apresentam uma oportunidade de investimento com um prazo de dez anos e juros que começam em 2,35% brutos, podendo chegar até 3,35%. Para quem mantiver o investimento até ao fim do prazo, a remuneração média anual será de 2,71%. Esta nova série foi estabelecida pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 141-A/2026, de 3 de julho, e exige um investimento mínimo de 1.000 euros.

Os certificados do Tesouro são títulos de dívida pública emitidos pelo Estado, permitindo que os aforradores emprestem dinheiro ao governo em troca de juros anuais. A taxa de juro é fixada no momento da subscrição e aumenta ao longo do tempo, o que significa que não está sujeita às flutuações da Euribor ou às taxas bancárias. O capital investido é reembolsado no final do prazo ou quando o investidor solicitar o resgate, após o período inicial de imobilização.

As principais condições dos novos certificados do Tesouro incluem um prazo máximo de dez anos, um investimento mínimo de 1.000 euros e um investimento máximo de 1 milhão de euros. A taxa de juro inicial é de 2,35%, aumentando anualmente até atingir os 3,35% no décimo ano. Os juros são pagos anualmente, mas não há capitalização, o que significa que os rendimentos não são adicionados ao capital investido.

Uma das características importantes a considerar é que, após o primeiro ano, os investidores podem solicitar o resgate total ou parcial, mas isso implica a perda dos juros acumulados desde o último pagamento. Portanto, este investimento é mais adequado para quem não precisa de acesso imediato ao dinheiro.

Os novos certificados do Tesouro podem ser subscritos através da plataforma AforroNet, nos balcões dos CTT, em Espaços Cidadão autorizados e nos canais digitais do Banco BiG. Para investir, é necessário ter uma Conta Aforro e uma conta bancária associada.

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Em comparação com os anteriores Certificados do Tesouro Poupança Valor, a nova série apresenta um prazo mais longo e taxas de juro mais elevadas. Enquanto os Certificados de Aforro permitem começar com apenas 10 euros e têm um prazo máximo de 15 anos, os novos certificados do Tesouro exigem um investimento mínimo de 1.000 euros e oferecem uma estrutura de juros fixa.

Antes de decidir investir, é importante avaliar o prazo em que se pode manter o dinheiro aplicado, se existe um fundo de emergência e qual será o rendimento após impostos. Os novos certificados do Tesouro oferecem uma opção segura e previsível para quem procura uma remuneração crescente, mas exigem um compromisso a longo prazo.

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Fonte: Doutor Finanças

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