A crise económica e social provocada pela pandemia de Covid-19 levou à criação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), uma iniciativa destinada a relançar a economia portuguesa, aumentar a sua resiliência e acelerar as transições climática e digital. Este plano, que representa um investimento sem precedentes, tem beneficiado empresas, instituições de investigação e inovação, entidades públicas e autarquias.
No âmbito empresarial, destacam-se as Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial, que fazem parte da Componente C05 do PRR. Estas agências têm como objetivo aumentar a competitividade e a resiliência da economia portuguesa através de investigação e desenvolvimento (I&D), inovação e diversificação da estrutura produtiva. O recente 3º Encontro das Agendas Mobilizadoras, realizado no Europarque em Santa Maria da Feira, permitiu a apresentação de mais de 1.000 produtos, processos e serviços (PPS) resultantes de quatro anos de trabalho colaborativo.
Contudo, este marco não representa o fim do processo, mas sim o início de uma nova fase. O verdadeiro desafio agora é industrializar e comercializar os PPS desenvolvidos. Sem esta etapa crucial, o investimento realizado poderá não gerar o impacto económico desejado, interrompendo a transformação da economia nacional. A transição de uma economia baseada em custos para uma economia centrada no valor é essencial para o futuro do país.
Durante o encontro, foi evidente a diversidade nos estágios de maturidade dos PPS apresentados. Enquanto alguns já estão prontos para avançar para a industrialização, outros necessitam de mais validação em ambientes relevantes. Neste contexto, o Portugal 2030 surge como uma importante fonte de financiamento para a próxima fase do ciclo de vida de muitos destes projetos.
O Aviso para Apresentação de Candidaturas Mpr-2026-6, com uma dotação de 182,5 milhões de euros, está disponível para apoiar investimentos produtivos nas Micro, Pequenas e Médias Empresas (PME) das regiões NUTS II do Continente. As candidaturas podem ser submetidas até 30 de setembro de 2026. Os investimentos elegíveis incluem a criação de novos estabelecimentos, aumento da capacidade de produção e diversificação de produtos ou serviços.
A taxa base de financiamento é de 25% para médias empresas e de 30% para micro ou pequenas empresas, com a possibilidade de majorações que podem levar a um financiamento máximo de 50%. Para os PPS com menor maturidade tecnológica, existem também oportunidades de financiamento para projetos demonstradores, com taxas que podem atingir 60%.
Em suma, o Portugal 2030 é um instrumento crucial para garantir que os avanços alcançados pelas Agendas Mobilizadoras se traduzam em mudanças estruturais duradouras na economia nacional. É fundamental aproveitar o impulso criado por estas iniciativas para promover a industrialização e comercialização de novos produtos, processos e serviços, contribuindo assim para o fortalecimento das empresas portuguesas e para a transformação da economia do país.
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Fonte: ECO





