O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que perderam a vida no recente sismo na Venezuela subiu para 97, de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). Este trágico balanço foi atualizado na terça-feira, revelando também que existem 59 desaparecidos. Entre os falecidos, 83 possuíam também a nacionalidade venezuelana, incluindo 18 crianças e 79 adultos.
O sismo na Venezuela, que ocorreu a 24 de junho, causou uma devastação significativa, com um total de 3.535 mortos e 16.740 feridos, segundo as autoridades venezuelanas. Além disso, mais de 17 mil pessoas ficaram desalojadas e 856 edifícios foram danificados ou destruídos.
A resposta internacional tem sido rápida, com várias nações, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, a enviarem equipas de busca e salvamento para a Venezuela. A missão portuguesa está a operar a partir de Catia la Mar, uma área com uma grande concentração de portugueses e lusodescendentes, que foi uma das mais afetadas pelo desastre.
Em resposta à situação, o MNE português anunciou que enviará, na terça-feira, toneladas de ajuda humanitária para a Venezuela. Dois aviões da Força Aérea Portuguesa partirão de Lisboa, transportando 12 toneladas de material de higiene, abrigo e saneamento, além de 1,5 toneladas de ferramentas para a remoção de escombros, cedidas pela Marinha Portuguesa. Também serão enviadas duas ambulâncias totalmente equipadas, que funcionarão como unidades móveis de saúde, em colaboração com a Cruz Vermelha.
A ajuda humanitária, que faz parte do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, deverá chegar à Venezuela na quarta-feira. Os mesmos aviões trarão de volta a Portugal os operacionais que integraram a Força Operacional Nacional Conjunta (FOCON), que foram destacados para a missão de busca, salvamento e primeiros socorros.
Os sismos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, conforme reportado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. A situação continua a ser monitorizada, e a comunidade portuguesa está a mobilizar-se para apoiar os afetados.
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Fonte: ECO





