Go Bravo garante legalidade e colaboração com Banco de Portugal

A Go Bravo, empresa especializada em apoiar consumidores em situação de sobre-endividamento, afirmou hoje que opera “dentro da lei” em Portugal e manifestou a sua total disponibilidade para colaborar com o Banco de Portugal. Esta declaração surge na sequência de notícias que levantaram questões sobre a atividade da empresa.

Num esclarecimento enviado ao Jornal Económico, a Go Bravo destacou que não concede crédito, nem presta serviços de pagamento, e que a sua função principal é ajudar os consumidores a organizar as suas finanças e a encontrar soluções adequadas à sua capacidade de pagamento. A empresa explicou que a renegociação de créditos é realizada pela PT Bravo Debtech, uma entidade registada no Banco de Portugal como intermediário de crédito não vinculado, atuando em nome dos clientes mediante autorização expressa.

A Go Bravo sublinha que, quando atua como agente pagador, apenas executa pagamentos autorizados pelos clientes, sempre dentro dos limites estabelecidos no contrato e na lei. “Em média, os nossos clientes destinam 70% dos seus rendimentos ao pagamento de créditos pessoais, o que reflete o elevado nível de esforço financeiro que enfrentam antes de recorrer à Go Bravo”, afirmou Carlos Alvarez, líder da empresa.

A empresa também revelou que já renegociou, em Portugal, 4.966 dívidas, totalizando mais de 24,3 milhões de euros. Destes, 316 clientes conseguiram liquidar integralmente as suas dívidas, enquanto 2.333 conseguiram renegociar pelo menos um crédito. A Go Bravo considera que estes resultados são benéficos tanto para os consumidores como para os credores e para o sistema financeiro.

A Go Bravo faz parte de um grupo internacional com 16 anos de experiência, presente em seis países, e já apoiou mais de meio milhão de pessoas em situação de sobre-endividamento. O grupo gere atualmente uma carteira superior a mil milhões de euros em dívida.

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Em relação à recente comunicação do Banco de Portugal, a Go Bravo afirmou que está a colaborar com o supervisor, disponibilizando toda a informação e documentação solicitadas. A empresa reafirmou a sua “total disponibilidade” para explicar o seu modelo de atuação e a estrutura contratual.

No entanto, a empresa tem sido alvo de críticas. Uma investigação da jornalista Ana Leal, da revista Sábado e do canal Now, acusou a Go Bravo de burlar pessoas endividadas, alegando que o dinheiro entregue pelos clientes fica retido na empresa durante meses e que algumas famílias que procuraram ajuda acabaram com o ordenado penhorado. A Go Bravo, por sua vez, reafirma que a sua atividade é pautada pela legalidade, transparência e proteção dos consumidores.

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Fonte: Sapo

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