Dinamarca reafirma defesa da Gronelândia na cimeira da NATO

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reafirmou a posição do seu país sobre a Gronelândia, um território autónomo dinamarquês, durante a cimeira da NATO que decorre em Ancara, na Turquia. Frederiksen deixou claro que a Gronelândia “não está à venda” e que a Dinamarca está pronta para defender “cada centímetro” do seu território, incluindo a Gronelândia, face a ameaças externas.

A declaração surge após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter sugerido que a Gronelândia deveria ser controlada por Washington, levantando preocupações sobre a segurança do território. Frederiksen, ao ser questionada pela imprensa, reiterou que a Gronelândia deve ser respeitada e que o povo gronelandês tem o direito à autodeterminação. “Somos um povo soberano e precisamos que todos respeitem a nossa integridade territorial”, afirmou.

Quando questionada sobre a capacidade da Dinamarca de defender militarmente a Gronelândia, a primeira-ministra foi assertiva: “Estamos preparados para defender cada centímetro da NATO, incluindo o nosso território”. Esta afirmação sublinha a importância do artigo 5.º do Tratado da NATO, que estabelece que um ataque a um dos membros é considerado um ataque a todos. Frederiksen lembrou que a Aliança foi criada precisamente para garantir a defesa mútua entre os seus membros.

A primeira-ministra também abordou a crescente insegurança global, afirmando que o mundo se tornou “mais inseguro” e que é essencial ter uma NATO “mais forte”. Ela defendeu a necessidade de rearmar a Europa e de fortalecer a base industrial tanto na Europa como nos Estados Unidos, além de reforçar o apoio à Ucrânia. “A nossa união neste mundo é mais importante do que nunca”, sublinhou.

Por outro lado, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, também presente na cimeira, comentou sobre a mudança nas responsabilidades dentro da NATO, com um aumento do envolvimento europeu e canadense. Carney destacou que a redução do investimento por parte dos EUA, uma posição que já era defendida por Barack Obama, é uma alteração apropriada e necessária.

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A reafirmação da Dinamarca sobre a Gronelândia e a discussão sobre o papel dos EUA na NATO revelam a complexidade das relações internacionais atuais e a importância da cooperação entre os aliados. A cimeira da NATO continua a ser um espaço crucial para abordar estas questões.

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Fonte: Sapo

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