Portugal prevê 3,1% do PIB em defesa até 2026

Portugal está a caminho de atingir um investimento em defesa correspondente a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2026, segundo anunciou o Primeiro-Ministro Luís Montenegro durante a cimeira da NATO em Ancara. Este aumento representa um compromisso significativo do país em fortalecer a sua capacidade de defesa e segurança.

Montenegro explicou que o investimento não se limita apenas a componentes militares, mas também abrange áreas de utilização dual, como infraestruturas de energia e comunicações. “Estamos a falar de investimentos que são essenciais para alcançar o objetivo definido na cimeira de Haia, que estipula 5% de investimento total, sendo 3,5% em capacidades militares e 1,5% em outras áreas”, afirmou.

Em 2025, Portugal superou a meta de 2% de investimento em defesa, com um aumento de 38% em relação ao ano anterior. Este progresso foi elogiado pelo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que destacou a fiabilidade do compromisso português. O investimento em defesa é, portanto, uma prioridade clara para o governo, que vê este aumento como uma forma de garantir a segurança nacional e a estabilidade na região.

Além do aumento do investimento em defesa, Montenegro sublinhou a importância do apoio à Ucrânia, reiterando que Portugal irá reforçar a sua assistência militar e financeira. O país participará no programa PURL (Prioritised Ukraine Requirements List), com um montante estimado em cerca de 50 milhões de euros. “A luta da Ucrânia é crucial para a nossa segurança e para a preservação dos nossos valores democráticos”, disse o Primeiro-Ministro.

A cimeira da NATO também destacou a necessidade de reforçar a segurança marítima, um tema que Montenegro considera fundamental. “Não podemos ignorar os desafios que surgem na frente sul e na segurança marítima, que afetam não apenas Portugal, mas todos os países com proximidade ao mar”, afirmou. O compromisso de Portugal e de outros aliados em assumir uma maior responsabilidade pela segurança marítima no Atlântico Norte, Mar Báltico e Ártico foi reafirmado, prometendo um reforço das capacidades na próxima década.

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Montenegro também mencionou o papel da indústria de defesa como um eixo central da estratégia de segurança, destacando a importância do apoio às pequenas e médias empresas (PME) neste sector. “Transformar os investimentos em defesa num pilar de competitividade e desenvolvimento económico é uma das nossas prioridades”, concluiu.

Leia também: O impacto do investimento em defesa na economia portuguesa.

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Fonte: ECO

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