Nos últimos tempos, tem-se intensificado a discussão sobre o papel de Donald Trump na economia global, especialmente no que diz respeito ao seu enriquecimento através das criptomoedas. Embora o ex-presidente dos Estados Unidos possa não conseguir um segundo mandato, a sua influência continua a ser sentida, especialmente após o recente aumento do preço do petróleo, que subiu 10% devido a tensões no Irão. Aqueles que souberam antecipar esta valorização lucraram consideravelmente.
Trump, que tem estado envolvido em vários projetos de criptomoedas, como o World Liberty Financial, conseguiu acumular quase 800 milhões de dólares. Além disso, as vendas da meme coin $TRUMP renderam-lhe mais 635 milhões, enquanto a Stablecoin USD1 contribuiu com outros 196 milhões. No setor dos golfe e resorts, a sua receita aumentou em 15% em relação ao ano anterior, totalizando mais de 500 milhões de dólares. Os acordos de licenciamento da sua marca também trouxeram um jackpot de 52 milhões.
Os números são impressionantes: em 2024, Trump declarou mais de 600 milhões de dólares em rendimento total, e em 2025, esse valor ultrapassou os 2 mil milhões. Este crescimento do património de Donald Trump levanta questões sobre a ética política, uma vez que, em democracias ocidentais, políticos que se encontram em situações semelhantes seriam, provavelmente, afastados ou julgados. No entanto, na América atual, o cenário é diferente, e Trump parece ter aprofundado práticas que já eram comuns entre outros políticos, como Nancy Pelosi, que também é conhecida pelo seu talento em investimentos.
Uma das novidades mais notáveis no património de Trump é o aumento da sua exposição ao setor das criptomoedas, que, até então, não tinha um peso significativo nas suas declarações financeiras. As políticas favoráveis à cripto durante a sua administração poderão ter contribuído para este súbito enriquecimento, levantando questões sobre conflitos de interesse que, surpreendentemente, parecem não ter consequências.
Enquanto isso, a recente polémica em torno de Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal, destaca a fragilidade da ética no mundo financeiro. As suas compras de ações de empresas como Galp, Jerónimo Martins, Nestlé e Navigator foram vistas como uma decisão pessoal errada, mas não como utilização de informação privilegiada. Após reconhecer o erro, Pereira doou as mais-valias obtidas, que totalizaram 3.361 euros. Apesar dos danos à sua reputação, o assunto parece ter ficado por aqui, sendo que as críticas se resumem a uma guerrilha política entre PS e PSD.
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Donald Trump Donald Trump Donald Trump Nota: análise relacionada com Donald Trump.
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Fonte: Sapo





