Lusofly Academy enfrenta dívidas com instrutores e fornecedores

A Lusofly Academy, escola de aviação situada no Aeródromo Municipal de Bragança, está a enfrentar uma grave crise financeira, com antigos instrutores, o município de Bragança e vários fornecedores a reclamarem dívidas que somam milhares de euros. A situação agrava-se com um processo de execução em curso, que visa a penhora da licença da escola por parte do regulador.

De acordo com fontes do setor aeronáutico, a Lusofly Academy, que cobra 70 mil euros a cada um dos 36 alunos inscritos entre 2022 e 2025, tem visto muitos dos seus alunos abandonarem o curso ou transferirem-se para outras instituições. A razão principal é a falta de instrutores de voo e aviões para a componente prática do curso, que deveria ser concluído em dois anos. Até ao momento, nenhum dos alunos conseguiu finalizar a formação.

O último voo de instrução da Lusofly ocorreu em fevereiro deste ano, e quatro antigos instrutores que trabalharam na escola entre 2022 e 2025 denunciaram que não receberam os seus salários, que acumulam dívidas de dezenas de milhares de euros. Um dos instrutores revelou que a dívida que reclama ascende a 45 mil euros, reconhecida pelo tribunal, e que já deu entrada com um processo de execução para penhorar o certificado emitido pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), uma vez que a empresa não possui outros bens para penhorar.

Além das dívidas aos instrutores, a Lusofly Academy também deve dinheiro à Câmara Municipal de Bragança. A autarquia confirmou que existem valores em dívida relacionados com a utilização de espaços de trabalho e taxas aeroportuárias, com incumprimentos que remontam a 2025. A Câmara, liderada por Isabel Ferreira, sublinhou a importância da atividade aeronáutica para a região, mas enfatizou que o cumprimento das obrigações financeiras é essencial.

Leia também  Periferias ganham destaque no mercado imobiliário português

A Lusofly também alugou aviões a uma empresa espanhola, que recentemente retirou duas aeronaves de Bragança devido a uma dívida que ultrapassa as centenas de milhares de euros. Esta situação tem gerado um efeito dominó, afetando fornecedores locais, como empresas de hotelaria e de combustíveis. O Aeroclube de Bragança confirmou que a Lusofly tem uma dívida de mais de mil euros em combustível, enquanto a empresa Prio, que forneceu combustível à escola, revelou uma dívida de cerca de 2.800 euros.

O proprietário da Prio, Henrique Jorge, expressou preocupação com a situação, afirmando que há meses que aguardam respostas da Lusofly. A Lusa tentou contactar João Roque Santos, diretor executivo da Lusofly Academy, que indicou que iria consultar a sua advogada. A situação da Lusofly Academy levanta questões sobre a sustentabilidade da escola e o impacto que a sua crise financeira pode ter na formação de novos pilotos em Portugal.

Leia também: O futuro da aviação em Portugal e os desafios das escolas de formação.

Leia também: Empresários de Coimbra alertam sobre novo regime de IVA na habitação

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top