Portugal continua a ver a sua população aumentar, com 11,4 milhões de habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). No entanto, o país enfrenta um desafio crescente: o envelhecimento da população. A população idosa está a crescer a um ritmo cinco vezes superior ao da população em idade ativa, colocando Portugal como o terceiro país mais envelhecido da União Europeia, com 182 idosos para cada 100 jovens.
Os dados foram divulgados no Dia da População, a 11 de julho, e resultam de uma análise da Pordata, que utilizou dados administrativos para elaborar as suas estimativas. Em 2025, Portugal contava com 7.346.647 pessoas em idade ativa e 2.665.777 com 65 anos ou mais, resultando num rácio de apenas 2,76 pessoas em idade ativa por cada idoso. Comparando com 2024, a população ativa cresceu 0,3%, enquanto a população idosa aumentou 1,6%.
Regionalmente, a situação é ainda mais preocupante. A região Centro apresenta o pior rácio do país, com apenas 2,24 pessoas em idade ativa por cada idoso. O Alentejo também enfrenta dificuldades, com uma diminuição de 0,4% na população ativa, resultando num rácio de 2,38. Em contraste, a Península de Setúbal e a Grande Lisboa destacam-se como regiões com maior atração populacional, com crescimentos de 19,1% e 18,3%, respetivamente, desde 2015.
A análise da Pordata revela que, desde 2015, a Grande Lisboa é uma das poucas regiões onde a população ativa cresceu mais do que a população idosa. No Norte, que tem cerca de 3,8 milhões de habitantes, a população em idade ativa praticamente estagnou, enquanto a população idosa disparou 31% desde 2015. Nas ilhas, a situação é ainda mais grave, com os Açores a registarem uma queda de 8,7% na população ativa.
Portugal apresenta um panorama demográfico alarmante, com 182 idosos por cada 100 jovens, colocando-o em terceiro lugar na União Europeia. A proporção de crianças e jovens até aos 15 anos caiu de 16,3% para 12,6% entre 2001 e 2025, enquanto a proporção de idosos aumentou de 16,3% para 23%. A população em idade ativa também diminuiu, passando de 67,4% para 64,5%.
Além do envelhecimento da população, Portugal enfrenta desafios na escolarização. Quatro em cada dez pessoas entre os 15 e os 64 anos não têm o ensino secundário, colocando o país como o segundo da UE com menor escolarização neste segmento. No entanto, entre os 25 e os 34 anos, a escolarização está em linha com a média europeia, com 42,5% a ter ensino superior.
A imigração tem contribuído para o crescimento populacional, com mais de 1,5 milhões de imigrantes a viver em Portugal, representando 14% da população total. A esperança média de vida à nascença é de 82,5 anos, colocando Portugal em 9.º lugar entre os Estados-membros da UE.
Por outro lado, apenas 25,1% dos agregados familiares em Portugal têm crianças, uma diminuição significativa desde 2015. O número de nascimentos tem estado abaixo dos 500 mil desde a primeira metade da década de 2010, com um aumento dos nascimentos de mães estrangeiras a atenuar a situação.
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Fonte: ECO





