O Irão considera-se fora do acordo com os Estados Unidos se os ataques continuarem. Amir Saeid Iravani, representante iraniano nas Nações Unidas, fez esta declaração à televisão pública do Irão, sublinhando que, caso os EUA não cumpram as suas obrigações, o Irão não se sentirá obrigado a respeitar as suas. Esta situação surge num contexto de crescente tensão entre os dois países, com ameaças mútuas a intensificarem-se.
Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, utilizou as redes sociais para advertir sobre a possibilidade de novos ataques aéreos contra o Irão, após um funeral onde se ouviram pedidos para a sua morte. O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, prometeu vingar a morte do seu pai, o antigo aiatola Ali Khamenei, afirmando que essa é “a vontade da nação”.
A troca de ameaças entre os dois países ocorre após uma série de ataques aéreos dos EUA em resposta a ações iranianas contra navios no Estreito de Ormuz. A situação é ainda mais complicada por retaliações iranianas a nações árabes da região, conforme reportado pela Associated Press.
Trump já declarou que o cessar-fogo, que fazia parte do acordo, está terminado, mas garantiu que as negociações ainda podem prosseguir. Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, deslocou-se a Omã para dar continuidade às conversações, um dia depois de mediadores do Qatar terem se reunido com autoridades iranianas em Teerão.
A situação atual levanta preocupações sobre a estabilidade na região e as implicações económicas que um eventual colapso do acordo entre o Irão e os EUA poderá ter. A comunidade internacional observa atentamente os desenvolvimentos, uma vez que a continuidade do acordo é vista como crucial para a segurança e a paz na área.
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Fonte: Sapo





