Guiné-Bissau e CPLP: Rangel espera fim da suspensão do país

A Guiné-Bissau, atualmente suspensa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é considerada uma parte essencial da organização, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel. Em entrevista, Rangel sublinhou que a Guiné-Bissau faz parte do “ADN” da CPLP e que todos os Estados-membros desejam que a situação do país se normalize rapidamente.

O ministro referiu que, ao celebrar os 30 anos da CPLP, também se comemora a presença da Guiné-Bissau, que é vista como indispensável para a comunidade. Apesar da suspensão, que se deve ao golpe de Estado militar ocorrido em novembro de 2025, Rangel acredita que é possível superar este momento difícil, desde que haja colaboração de todos os envolvidos.

“Não são apenas os Estados da CPLP que tomaram essa decisão de suspensão, mas também a Guiné-Bissau deve cooperar para retomar a normalidade democrática”, afirmou Rangel, enfatizando a importância do envolvimento do povo guineense neste processo.

A missão de bons ofícios, que estava agendada para fevereiro, foi cancelada na véspera, e Rangel explicou que a sua realização depende do entendimento entre as partes e da aceitação da Guiné-Bissau. “Tem de haver uma ponte para que essa missão faça sentido”, acrescentou.

Rangel recordou que a Guiné-Bissau foi um dos primeiros países a conquistar a independência no contexto do movimento de descolonização, desempenhando um papel crucial na formação da CPLP. As relações entre Portugal e a Guiné-Bissau são descritas como de grande fraternidade, com um profundo respeito pela soberania do povo guineense.

As eleições de 23 de novembro de 2025 foram interrompidas por um golpe militar, que impediu a divulgação dos resultados. A oposição denunciou o evento como um “golpe palaciano”, e o candidato da oposição, Fernando Dias da Costa, reivindicou a vitória na primeira volta. As próximas eleições estão agendadas para 6 de dezembro, e o Conselho Nacional de Transição, criado pelos militares, anunciou que os resultados determinarão o futuro da Guiné-Bissau na CPLP.

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A CPLP, que celebra 30 anos a 17 de julho, é composta por países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A Guiné-Bissau, com a sua rica história e cultura, continua a ser uma parte vital da CPLP, e a esperança é que a sua suspensão seja breve.

Leia também: O impacto da política guineense nas relações com a CPLP.

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Fonte: ECO

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