67% dos lisboetas preferem carro a transportes públicos

Um estudo recente do Observatório do Automóvel Club de Portugal (ACP) revela que 67% dos cidadãos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) continuam a preferir o automóvel como meio de transporte, mesmo após a introdução do passe Navegante. Este passe, que custa 40 euros, permite viagens ilimitadas em autocarros, elétricos, metro, comboios urbanos e barcos, abrangendo uma vasta área que vai de Mafra a Setúbal e de Cascais a Vila Franca de Xira.

Apesar de 59% dos inquiridos utilizarem o carro nas suas deslocações diárias, 46% não percorrem mais de 10 quilómetros para chegar ao destino. O estudo, que ouviu 1.850 cidadãos maiores de idade, também analisou padrões de deslocação, modos de transporte e a oferta disponível.

Embora o custo do passe mensal represente menos de 5% do salário mínimo nacional, 17% dos inquiridos consideram que os preços do Navegante e do Navegante Metropolitano são elevados. Esta percepção pode contribuir para a manutenção da preferência pelo transporte individual, uma vez que 34% dos participantes afirmam não mudar de meio de transporte devido à falta de alternativas convenientes.

A flexibilidade do automóvel é citada por 22% dos inquiridos como uma razão para a sua escolha. No entanto, quase metade dos participantes (50%) estaria disposta a utilizar transportes públicos se a frequência dos mesmos aumentasse. A insatisfação com o trânsito e a falta de estacionamento são preocupações comuns, com 46% dos inquiridos a apontarem o excesso de tráfego como um dos principais problemas.

A satisfação geral dos cidadãos com o modo de transporte que utilizam é relativamente baixa, com apenas um quarto a manifestar contentamento. O teletrabalho surge como uma solução para mitigar os desafios do trânsito, uma vez que 61% dos inquiridos deslocam-se diariamente para o trabalho.

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Adicionalmente, 32% dos participantes expressaram preocupação com a insuficiente fiscalização e presença policial nas estradas. As queixas sobre a velocidade excessiva e distrações ao volante são comuns, com 46% e 48% dos inquiridos, respetivamente, a identificarem estes problemas.

A gestão do trânsito e estacionamento pelas autoridades locais é um tema controverso, com mais opositores do que defensores. Os residentes de Odivelas e Sintra destacam-se pela sua insatisfação em relação a estas questões. No que diz respeito à avaliação das medidas implementadas pelos executivos camarários, os municípios da margem direita do Tejo, como Cascais e Oeiras, apresentam uma avaliação mais positiva em comparação com os da margem esquerda.

Leia também: O impacto do teletrabalho na mobilidade urbana.

transporte individual transporte individual transporte individual transporte individual Nota: análise relacionada com transporte individual.

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Fonte: ECO

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