A corrida à Câmara Municipal de Lisboa está acirrada, com Carlos Moedas a liderar ligeiramente nas intenções de voto, segundo a sondagem da Pitagórica realizada para a TVI, CNN, ECO, TSF, JN e Nascer do Sol. Moedas conta com 33% das intenções, enquanto Alexandra Leitão, do PS, segue de perto com 30,4%. No entanto, ambos estão em empate técnico, uma vez que a margem de erro da sondagem é de +/- 4%.
Os dados revelam que a vantagem de Moedas provém de segmentos eleitorais específicos, como homens entre os 35 e 54 anos e eleitores da classe alta. Por outro lado, Leitão destaca-se entre os eleitores com mais de 65 anos e nas classes média-alta e média-baixa. O resultado final da eleição, marcada para 12 de outubro, dependerá de um número significativo de indecisos, que representam 14,9% do eleitorado.
Os eleitores de Carlos Moedas são predominantemente homens na faixa etária dos 35 aos 54 anos, onde a sua intenção de voto atinge 38,4% entre os 45 e 54 anos. Este apoio é mais forte nas classes sociais mais altas. Em contraste, Alexandra Leitão tem um forte apoio entre os eleitores mais velhos, liderando com 38,7% entre os 65 anos ou mais, e apresenta um desempenho sólido nas classes B, C2 e D.
A sondagem indica que os indecisos não estão distribuídos uniformemente. Eles são mais numerosos nas classes A e C2/D, com 20,5% e 16,8%, respetivamente. Em termos etários, o pico de indecisos encontra-se na faixa dos 45 aos 54 anos, com 19,2%, enquanto a taxa de indecisão é mais baixa entre os eleitores com 65 anos ou mais, que se fixa em 9,8%.
A memória de voto revela que o Partido Socialista, que obteve 26% dos seus eleitores em 2021, está a perder apoio, enquanto Moedas retém cerca de três quartos dos votos da coligação que o elegeu em 2021. Este cenário mantém a corrida aberta, apesar da ligeira vantagem do atual presidente.
Além de Moedas e Leitão, João Ferreira, da CDU, e Bruno Mascarenhas, do Chega, também estão na disputa. Ferreira apresenta um eleitorado estável, especialmente entre os 35 e 44 anos, enquanto o Chega tem uma base de apoio mais volátil, com um crescimento significativo entre os jovens de 18 a 34 anos.
Os indecisos, que representam uma parte crucial desta eleição, podem ser a chave para determinar quem sairá vitorioso em Lisboa. Com a data das eleições a aproximar-se, a atenção recai sobre como estes eleitores irão decidir.
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Fonte: ECO





