O programa de privatizações em Angola, que teve início em 2019 e está previsto para terminar em 2026, já privatizou cerca de 120 ativos, gerando um investimento de aproximadamente 1,3 mil milhões de dólares. Álvaro Fernão, presidente do IGAPE, anunciou que o país se encontra na reta final deste programa, com dez ativos ainda por privatizar, sendo que três deles deverão ser oferecidos em Bolsa.
O turismo é uma das principais áreas de foco para as próximas privatizações. Segundo Álvaro Fernão, “alavancar o turismo faz parte desta grande reforma liderada pelo governo”. Desde o início do programa, foram privatizados 15 ativos hoteleiros, que geraram cerca de 50 milhões de dólares. O objetivo não é apenas arrecadar fundos, mas também garantir a manutenção de empregos.
Atualmente, estão em preparação 30 ativos hoteleiros para negociação, que estarão disponíveis no segundo semestre deste ano. Os investidores poderão negociar de forma B2B, e a Bolsa de Valores é considerada a melhor opção para a privatização, uma vez que melhora a governança das empresas e aumenta a exigência dos acionistas.
Álvaro Fernão destacou que, após o lançamento das operações em Bolsa, a valorização dos ativos pode chegar a um múltiplo de 4,7%. “Os números mostram que o mercado tem funcionado bem, com uma valorização significativa dos ativos”, afirmou. Entre os dez ativos que ainda faltam privatizar, três ou quatro deverão ser oferecidos em oferta pública inicial.
O processo de subscrição para 15% da Unitel, a maior operadora móvel de Angola, está atualmente em curso, com um capital estimado em 300 milhões de dólares. Esta será uma das maiores operações na Bolsa de Valores Angolana. O Standard Bank também está na lista de privatizações, com 10% do capital a ser disponibilizado ao público em Bolsa.
Além disso, a privatização do BCA está prevista para o quarto trimestre deste ano, com a venda de 1,4% das ações. Os ativos de comunicação, como a TV Zimbo e a Média Nova, também estão disponíveis para privatização, com a intenção de selecionar o parceiro mais adequado para cada um.
A Indiama, gestora de ativos de diamante, e a TAG, que busca um parceiro estratégico, estão igualmente na lista de privatizações. A Zona Económica Especial, que inclui mais de mil lotes industriais, também será privatizada, com 15% disponível para o mercado.
Álvaro Fernão concluiu que o objetivo das privatizações em Angola é não apenas gerar receitas, mas também maximizar o potencial das empresas, promovendo a sua internacionalização e atraindo parceiros estratégicos.
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Fonte: Sapo





